Caso “Fapiao”: como a China está combatendo a corrupção com o blockchain

A China tem estado à beira da adoção de blockchain ultimamente. A tecnologia, na verdade, tornou-se parte do programa nacional do país, assinado pelo presidente. O último avanço no campo está relacionado um velho golpe no país — faturas falsas, usadas para desviar fundos corporativos e estaduais.

As autoridades trbutárias da cidade de Shenzhen e de uma empresa aerospacial estatal recentemente recorreram ao blockchain para manutenção de registros imutáveis e transparentes, pondo fim à corrupção no papel.

O complexo sistema de faturas "fapiao" da China

Para entender a natureza das soluções de blockchain mais recentes para o sistema de faturamento da China, seu contexto geral deve ser explicado primeiro. Essencialmente, ele gira em torno do conceito dos chamados "fapiaos" (a palavra chinesa para uma fatura oficial), que é um recibo legal que serve como prova de compra de bens e serviços.

Os fapiaos são emitidos pelo Departamento de Impostos da China — mas fornecidos pelo vendedor — para quaisquer bens ou serviços adquiridos dentro do país. O governo chinês usa essas faturas para rastrear os pagamentos de impostos e evitar a evasão fiscal. Indivíduos precisam de fapiaos para reclamar despesas de negócios, enquanto as empresas são obrigadas a registrar suas transações em um fapiao — não fazer isso viola a lei.

No entanto, o sistema fapiao, que foi estabelecido na década de 1980, é em grande parte corrupto. Como um artigo do New York Times sugere, essas notas fiscais são abertamente vendidas nas ruas que são originais ou que não foram reivindicadas em antes, podend