Se a humanidade se fundisse à inteligência artificial no futuro, o Bitcoin provavelmente seria a moeda nativa escolhida pela inteligência senciente das máquinas para realização de transações financeiras, de acordo com o CTO da Tether, Paolo Ardoino.
Ardoino mergulhou nesse cenário hipotético durante uma conversa com o jornalista Joseph Hall, do Cointelegraph, em uma entrevista realizada durante a Plan B Summer School em Lugano, na Suíça.
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Ardoino acredita que a natureza descentralizada do protocolo do Bitcoin faz dele a escolha natural para a IA, caso ela venha a adotar uma moeda digital no futuro:
"Acho que a AGI [inteligência artificial geral] definitivamente escolherá apenas o Bitcoin".
AGI, ou inteligência artificial geral, refere-se ao conceito de uma inteligência artificial que é capaz de aprender a realizar uma tarefa intelectual que os humanos são capazes de executar. O advento de grandes modelos de aprendizagem de linguagem, como o ChatGPT, abriu o potencial da IA e da AGI para reformular muitos setores e mudar fundamentalmente a maneira como os humanos realizam uma série de tarefas.
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Ardoino acredita que o futuro da humanidade pode muito bem envolver a fusão de humanos e IA por meio da incorporação de elementos biônicos e da "capacidade cerebral aumentada." Ele mencionou projetos como o Neuralink, de Elon Musk, como exemplo de algumas das principais iniciativas para explorar a possibilidade de uma cognição aprimorada por meio de tecnologias alimentadas por IA.
Lembrando de filmes como "Matrix" para referir-se a projeções populares de como seria um futuro distópico governado por IA, Ardoino sugeriu que a AGI escolheria naturalmente o Bitcoin em detrimento de criptomoedas mais centralizadas:
"Uma máquina sempre escolherá algo que seja totalmente descentralizado e que ninguém pode controlar. Se as máquinas tiverem que pagar pela eletricidade necessária para que elas trabalhem, elas sempre preferirão algo que os humanos não possam controlar e, na minha opinião, usarão o bitcoin."
O CTO da Tether, a maior stablecoin lastreada em dólares em termos de capitalização de mercado, também sugeriu que a IA não usaria o USDT devido à sua natureza centralizada.
De acordo com Ardoino, um futuro em que a humanidade coexista com a IA, seja qual for a forma ou o formato, deverá se concretizar em torno de 20 a 30 anos. No entanto, eventuais avanços da fusão entre seres humanos e máquinas poderão ser determinados por diferentes objetivos, como envelhecimento reverso, por exemplo, em oposição à incorporação de IA e elementos biônicos em humanos para aumentar suas capacidades físicas e mentais.
"O futuro me diz que estamos caminhando para uma forma de inteligência aumentada que resultará da incorporação de IA a cérebros normais. Talvez esse seja o futuro da humanidade."
Empresas como a BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, apontaram o ecossistema de IA como uma excelente oportunidade de investimento, dada sua natureza "disruptiva." Um relatório de perspectivas de investimento publicado recentemente destacou que os ganhos do S&P 500 estão cada vez mais concentrados em um punhado de ações da área de tecnologia.
A entrevista com Paolo Ardoino faz parte de um documentário do Cointelegraph ainda em produção sobre como é frequentar uma escola de Bitcoin. Inscreva-se aqui (https://www.youtube.com/@cointelegraph) para assistir.
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