Empresas de tecnologia e blockchain do Brasil e da América Latina são finalistas de programa de inovação da ONU

Dez empresas de tecnologia e blockchain, incluindo duas empresas brasileiras e de outros países da América Latina, foram escolhidas finalistas mundiais do programa Accelerate 2030, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para apoiar negócios que ajudem a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A notícia foi divulgada no portal oficial da ONU em 9 de outubro.

Segundo a matéria, as brasileiras Portal Telemedicina e SoluBio são as empresas brasileiras selecionadas entre mais de 1.000 empresas de 16 países. O Accelerate 2030 é uma parceria da ONU com a rede de inovação austríaca Impact Hub.

As empresas selecionadas estão passando por uma "semana intensiva de atividades" em Genebra, na Suíça, até esta sexta-feira, dia 11. No evento, as startups terão suporte de organizações como PNUD, Impact Hub, International Trade Centre, Pfizer, Amazon Web Services, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Boston Consulting Group, entre outras, diz o texto.

O chefe de operações do PNUD SDG Innovative, Artak Melkonyan, diz no texto que as empresas selecionadas desenvolvem "soluções inovadoras para questões importantes e interconectadas":

“São empreendedores inovadores como esses que definem o ritmo para enfrentarmos os desafios mais urgentes de meio ambiente, segurança alimentar, água potável e muitos outros representados pelos ODS."

Das empresas brasileiras selecionadas, a Telemedicina oferece acesso a serviços de saúde através de uma plataforma integrada, disponível para 300 cidades no Brasil e na África, permitindo diagnósticos online através de inteligência artificial.

Já a SoluBio busca eliminar o uso de químicos na agricultura, usando a tecnologia para desenvolvimento de biofungicidas, biopesticidas e outros produtos necessários ao setor.

Além destas, há ainda os casos da Unima, empresa mexicana de biotecnologia que desenvolve sistemas para diagnóstico e controle de doenças de forma mais econômica e busca atender 3 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento, e a AgroCognitive, da Venezuela, uma plataforma agrícola de precisão que usa inteligência artificial, blockchain e IoT.