Moedas digitais emitidas pelo estado podem esmagar os bancos, diz Banco Central da Coreia do Sul

O banco central da Coreia do Sul emitiu um alerta sobre as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) uma semana depois de dizer que ele mesmo não apresentaria uma. O desdobramento foi divulgado na agência de notícias local Yonhap News Agency em 7 de fevereiro.

As CBDCs, que também são conhecidas como moedas digitais apoiadas pelo Estado ou apoiadas pelo governo, envolvem uma versão baseada em blockchain da moeda fiduciária de um país, substituindo ou circulando em conjunto com moedas e notas de papel.

Vários governos estão atualmente examinando a viabilidade de usar uma CBDC, enquanto a Coreia do Sul decidiu formalmente contra a medida no final de janeiro.

A decisão veio como resultado de um processo de consulta de seis meses do Bank of Korea (BoK).

Agora, o banco central afirmou em um relatório que uma CBDC resultaria em saques em massa de fundos de instituições privadas, espremendo a liquidez e elevando as taxas de juros.

“A CBDC é uma espécie de conta bancária emitida pelo BoK. As pessoas confiam mais nela que em um banco comercial”, explicou relatório à Yonhap Kwon Oh-ik, um dos autores do relatório, acrescentando:

“Depósitos à vista são uma das maiores fontes de empréstimos bancários. Quando as pessoas sacam seu dinheiro, os bancos aumentam as taxas ou diminuem a taxa de reserva para garantir mais recursos”.

Seul optou por não fazer mudanças significativas em sua postura sobre criptomoeda como um todo nas últimas semanas. No mês passado, os legisladores também descartaram uma reviravolta sobre a proibição das ofertas iniciais de moedas no país.

De acordo com um relatório do Banco de Pagamentos Internacionais - uma organização com sede na Suíça composta por 60 dos bancos centrais de todo o mundo - no mês passado, cerca de 70% dos bancos centrais em todo o mundo estão realizando alguma forma de pesquisa de CBDC neste ano.