Produtora de automóveis espanhola SEAT se une ao consórcio Alastria para desenvolver produtos blockchain

A fabricante de automóveis espanhola SEAT se juntou ao consórcio Alastria para trabalhar no desenvolvimento de produtos baseados em blockchain. A Cointelegraph em espanhol deu a notícia em 16 de janeiro.

Fundada em 1950, a SEAT é uma empresa industrial estatal e a maior fabricante de automóveis da Espanha. O volume de negócios da SEAT supostamente atingiu um valor recorde de 9.552 bilhões de euros (10.878 bilhões de dólares) em 2017, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior.

De acordo com o anúncio recente, a SEAT juntou-se ao Alastria, um consórcio multi-industrial e semipúblico apoiado por uma rede nacional de mais de 70 empresas e estabelecimentos. Entre eles estão alguns dos principais bancos do país, como BBVA e Santander, o provedor de telecomunicações Telefónica, a empresa de energia Repsol e a empresa de serviços profissionais Accenture. O objetivo da aliança é promover o avanço e o desenvolvimento da tecnologia blockchain.

Como parte da colaboração, a SEAT planeja testar os benefícios da blockchain no campo das finanças, com o objetivo de melhorar e otimizar os processos existentes e facilitar o gerenciamento da cadeia de suprimentos.

O presidente da SEAT, Luca de Meo, afirmou que a empresa está "convencida da relevância que a tecnologia blockchain terá no futuro".

Enquanto isso, a SEAT e a Telefónica já começaram a trabalhar juntas em uma prova de conceito de um produto blockchain que rastreará peças de veículos em toda a cadeia de suprimentos desde a fábrica da SEAT localizada em Martorell, na Espanha.

No mês passado, a gigante norte-americana General Motors (GM) apresentou uma patente blockchain para uma solução para gerenciar dados de veículos autônomos.

Em setembro, a fabricante de automóveis alemã Porsche AG anunciou que aumentará seus investimentos em startups - com foco em blockchain e inteligência artificial (IA) - em cerca de 176 milhões de dólares nos próximos cinco anos. Os investimentos visam as empresas do estágio “inicial e de crescimento” que se relacionam com “experiência do cliente, mobilidade e estilo de vida digital”, bem como tecnologias futuras, incluindo blockchain, IA e realidade virtual e aumentada.