Mais uma nova vitória para os mineradores de Bitcoin e o meio ambiente. Um Bitcoiner holandês instalou um sistema de mineração de Bitcoin (BTC) em um armazém para substituir o sistema de aquecimento movido a gás natural.

Por quê? Porque é mais barato, mais ecológico e usa energia solar.

A nossa mais recente instalação aquece um armazém com eletricidade em vez de gás natural. Instalamos válvulas manuais para guiar o fluxo de ar. O som foi atenuado abaixo de 40db com um grande amortecedor. As pessoas que trabalham no armazém apreciam a temperatura agradável e o som baixo.

— Bitcoin Brabant (@BitcoinBrabant)

Bert de Groot é o fundador da Bitcoin Brabant, uma empresa holandesa que ajuda “as empresas a adotarem o padrão Bitcoin”. Ele está sempre à procura de fontes de energia inexploradas e maneiras pelas quais a mineração de Bitcoin pode melhorar a eficiência dos negócios, economizando dinheiro e salvando o planeta.

Por exemplo, este ano De Groot instalou equipamentos de mineração de Bitcoin em uma estufa para manter a temperatura adequada para as flores desabrocharem, reduzindo a dependência do gás natural poluente. Então, naturalmente, quando de Groot soube que um dono de armazém tinha 50 megawatts-hora (MW/h) de eletricidade sobrando, ao mesmo tempo que sua conta de aquecimento baseado em gás natural subia às alturas, ele vislumbrou uma oportunidade para a mineração de Bitcoin.

De Groot disse ao Cointelegraph que o armazém (cujo proprietário prefere manter-se anônimo) tinha um excedente de 50 MW/h de eletricidade orinundos de painel solar instalado no telhado. Isso é “bastante”, brincou.

Os painéis do telhado alimentam as operações do armazém, mas a empresa utiliza gás natural para manter o ambiente aquecido. Pior ainda, apesar de ter um excedente de energia que poderia ser vendido à rede, os controladores de rede na Holanda não recompensam os usuários pela capacidade ociosa – mesmo que seja energia solar. De Groot continuou:

“Você coloca tanta energia solar no telhado e não recebe nada em troca pelo excedente que coloca de volta na rede. Então, o que fizemos foi colocar o minerador (de Bitcoin)”.

de Groot instalou um Bitmain Antminer S19j Pro (104Th), conhecido como um circuito integrado específico de aplicação (ASIC) que consome cerca de 25 MW/h por ano. O equipamento está acomodado em uma “Bazooka”, um espaço que emite ar quente para aquecer todo o armazém. Como é um minerador de Bitcoin, não apenas gera calor, mas também renda, pois resolve blocos válidos no blockchain do Bitcoin.

O aquecedor Bazooka que mantém a temperatura do armazém. Fonte: Bert

A introdução do sistema de mineração de Bitcoin resolve três problemas: primeiro, o minerador de Bitcoin é uma maneira eficaz de explorar energia renovável excedente para algo lucrativo. Em segundo lugar, geram grandes quantidades de calor, que podem ser usados como um radiador se aproveitados corretamente. Terceiro, enquanto a queima de gás natural para aquecer o armazém é poluente, um minerador de Bitcoin movido a energia solar é ecologicamente correto.

Atualmente, os preços do gás natural na Europa estão subindo devido à escassez de oferta. Como resultado, o custo de aquecimento do armazém continua a aumentar. A energia solar, em comparação, é abundante e uma vez que os custos iniciais são pagos, a energia solar é quase gratuita. Para completar, a pegada de carbono do armazém agora é negativa. De Groot resume::

“Então, queimamos muito gás natural e eletricidade que já estavam disponíveis – que eram renováveis. Então basicamente mudamos para um armazém de carbono negativo com aquecimento.”

Em números, a mudança do aquecimento a gás natural para o sistema de mineração evitará a queima de 2.000 metros cúbicos de gás a cada ano, o que equivale a aproximadamente o consumo de “uma casa e meia” holandesa, em média.

O equipamento ocupa um espaço no canto do armazém. Fonte: Bert

Melhor ainda, o minerador de Bitcoin bombeia calor constantemente – ideal para um inverno holandês, onde as temperaturas ficam entre 0 e 6 graus Celsius – em oposição a um aquecedor a gás natural intermitente.

A solução represnta uma vitória para o armazém, o meio ambiente e o Bitcoin. Em uma publicação no Twitter, de Groot escreveu: “A versão 8 da Bazooka está agora em pleno andamento. Obrigado por todo o seu apoio em manter os negócios aquecidos enquanto os preços do gás natural estão tão altos.”

Então, presumivelmente, o telefone de Groot deve estar tocando sem parar enquanto os proprietários de armazéns em toda a Holanda ficam sabendo da revolução do calor da mineração de Bitcoin. Não exatamente, de Groot explicou:

“Na rede dele [do dono do armazém] todo mundo acha que ele é louco. Então, vamos ver o que acontece em alguns meses quando o inverno chegar, o inverno propriamente dito.”

De Groot continua otimista sobre o futuro dos mineradores de Bitcoin sendo usados como fonte de calor, então ele mantém alguns ASICs à mão. “Espero que venha mais. Sabe, fica mais frio, [o preço do gás natural] fica mais caro. Vale a pena para as empresas fazerem isso”, concluiu.

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