Os tokens RWA de royalties musicais avançam no Brasil com mais uma liquidação bem-sucedida de um ativo. A operação da música Manda um Oi, interpretada por Guilherme & Benuto com Simone Mendes, concluiu sua primeira rodada de pagamentos aos investidores que adquiriram frações dos direitos futuros da obra.

Estruturado pela gestora norte-americana MZIC LLC e distribuído no Brasil pelo Mercado Bitcoin, o produto captou R$ 500 mil em dez dias, com participação de 531 investidores.O retorno, projetado entre 10,9% e 23,4% ao ano, é pago trimestralmente ao longo de dez anos, conforme previsto no modelo de remuneração da oferta.

“Estamos inaugurando um novo ciclo de liquidez recorrente para produtos vinculados ao mercado de entretenimento. O investidor começa a enxergar os royalties musicais como uma classe de ativo legítima, com retorno projetado e rastreabilidade garantida pela tokenização”, afirma Lívia Calandra, Líder do MB Startups.

Entre a oferta e a liquidação, a performance da música se manteve forte nas plataformas digitais. No Spotify, Manda um Oi superou 250 milhões de streams e apresentou um aumento no índice de popularidade — de 63 para 66 pontos — logo após o encerramento da captação. No YouTube, a faixa figurou entre as dez músicas mais populares do país ao longo de 2024.

Segundo o MB, o comportamento dos royalties gerados nesse primeiro ciclo ficou alinhado às projeções originais, o que reforça o potencial da estrutura para atrair novos investidores e ampliar a base de produtos similares.

A operação também revelou um padrão relevante no perfil dos participantes: 40,6% dos investidores tinham entre 36 e 45 anos, e para 85% do total de investidores, essa foi a primeira aplicação em ativos da categoria de Renda Variável Digital na plataforma.

Nova oferta com Luan Santana reforça expansão do modelo

Na esteira do sucesso de Manda um Oi, o MB já disponibiliza uma nova oportunidade na mesma categoria. Trata-se da música Deus é Muito Bom, interpretada por Luan Santana e parte do álbum Luan City 2.0. Com mais de 100 milhões de reproduções e R$47,6 mil em royalties gerados nos últimos 18 meses, a faixa foi tokenizada e está disponível na plataforma com investimentos a partir de R$100 e retorno estimado de até 17% ao ano.

“A liquidação do primeiro ativo é a validação que precisávamos para mostrar ao mercado que essa classe de ativos é viável, recorrente e lastreada em produtos culturais com forte desempenho econômico”, explica Lívia Calandra. “Estamos criando um novo canal de financiamento para a indústria da música e oferecendo ao investidor um produto que combina previsibilidade com diversificação.”

A operação também representa uma prova de conceito local para a MZIC, que já atua com esse modelo em outros mercados. “A aceitação do investidor brasileiro comprova o espaço para escalarmos essa categoria. Estamos diante de uma alternativa relevante de funding para artistas e de geração de renda para investidores”, conclui Lívia.