A Agência Federal para Assuntos Médico-Biológicos (FMBA) da Rússia destacou que pode ter encontrado um tratamento eficaz para combater o coronavírus no organismo e até mesmo prevenir a doença viral, segundo informou a agência internacional de notícias do governo Russo, Sputnik.
Segundo a publicação, por meio pesquisas envolvendo os testes já realizados na China e na França, a Rússia teria feito testes com medicamentos à base de mefloquina (substância desenvolvida em 1970 para tratar malária). Os testes com o composto para tratamento do coronavírus estão sendo feitos pelo centro de pesquisa e produção Farmzaschita, segundo o comunicado.
"Um esquema eficaz e seguro para prevenir a infecção pelo coronavírus com base na mefloquina, que não só superará o pico de incidência, mas também a controlará eficazmente no futuro", destacou o comunicado.
De acordo com os testes a droga teria capacidade de bloquear o efeito citopático do coronavírus em cultura celular e impedir sua replicação.
"O efeito imunossupressor da mefloquina impede a ativação de uma resposta inflamatória causada pelo vírus. A adição de antibióticos macrolídeos e penicilinas sintéticas não só previne a formação da síndrome bacteriológica viral secundária, mas também aumenta a concentração do agente antiviral no plasma e pulmões", disse Veronika Skvortsova, chefe da FMBA, enfatizando que o tratamento tem se mostrado eficaz de pacientes com COVID-19 de vários graus de severidade.
Além disso, segundo Skvortsova, um esquema eficiente e seguro de prevenção de coronavírus está sendo desenvolvido com base na mefloquina. No entanto o comunicado não destaca se a Rússia pretende usar o medicamento em larga escala e nem se os testes serão revelados em publicações científicas para que sejam auditados e o tratamento possa ser replicado em outras nações.
Enquanto os cientistas de todo o mundo não chegam a um consenso sobre um tratamento eficaz ou uma vacina para o coronavírus, mineradores de Bitcoin e criptomoedas uniram esforços para auxiliar no combate a pandemia e estão cedendo poder de computação para a 'construção' de um supercomputador, descentralizado, que está sendo usado para o processamento de dados colhidos por pesquisadores e que podem auxiliar a encontrar novos tratamentos ou no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.
Para ajudar na busca por novos tratamentos para a pandemia os mineradores estão participando de dois projetos de computação distribuída, o Folding@home (FAH) um projeto executado pelo laboratório Pande da universidade e o Rosetta@home, um programa semelhante criado no cliente BOINC (Berkeley Open Infrastructure for Network Computing).
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