Resumo da notícia
Banco Genial é o primeiro no Brasil a usar Ripple Payments.
Plataforma agora integra stablecoins, fiat e contas virtuais.
Ripple já processou mais de US$ 100 bilhões em pagamentos.
A Ripple anunciou nesta quarta, 04, uma grande expansão do Ripple Payments, sua solução para movimentação de dinheiro tanto em infraestruturas tradicionais quanto digitais. No Brasil, o Banco Genial é o primeiro a adotar a solução.
De acordo com o anúncio, aproveitando as recentes aquisições da Palisade (automação de custódia e tesouraria) e Rail (contas virtuais e recebimentos), a solução da Ripple agora permite que os clientes recebam, mantenham, troquem e paguem tanto em moeda fiduciária quanto em stablecoins.
Isso inclui a capacidade de provisionar contas virtuais e carteiras nominais, automatizar fluxos de recebimento, além de trocar e liquidar fundos em contas operacionais dentro de uma única plataforma unificada.
"Para que o sistema financeiro global evolua, as fintechs e instituições financeiras precisam de uma infraestrutura que trate os ativos digitais com o mesmo rigor das finanças tradicionais", disse Monica Long, Presidente da Ripple.
A Ripple destaca que fintechs e instituições financeiras têm liderado a adoção de stablecoins, com o volume anual global de transações saltando para US$ 33 trilhões no ano passado. Esse impulso está incentivando um ecossistema ativo de fintechs, no qual as stablecoins agora representam 30% de todo o volume de transações onchain, à medida que a utilidade em larga escala se acelera.
Com mais de US$ 100 bilhões em volume processado, o Ripple Payments está vendo uma forte adoção entre fintechs em todo o mundo, que estão utilizando stablecoins para tratar ineficiências de liquidez e liquidação transfronteiriça”, destaca a empresa.
Ripple no Brasil
A presença da Ripple no Brasil começou a ganhar força a partir de 2018 e 2019, quando a empresa decidiu transformar o país em um dos principais polos de expansão na América Latina. Desde então, a fintech firmou uma série de integrações com bancos, fintechs e plataformas de criptomoedas para modernizar pagamentos internacionais, remessas e liquidação transfronteiriça usando blockchain e o XRP Ledger.
O Banco Rendimento foi um dos primeiros bancos brasileiros a integrar a tecnologia da Ripple para pagamentos internacionais. A instituição entrou na rede RippleNet em 2019, passando a utilizar a infraestrutura blockchain da empresa para facilitar transferências internacionais.
Posteriormente, o banco avançou ainda mais na parceria e se tornou o primeiro banco a utilizar o RippleNet Cloud, solução baseada em nuvem que permite enviar e receber pagamentos internacionais de forma mais rápida e com menor custo operacional.
Além do Banco Rendimento, outras instituições brasileiras também passaram a usar a RippleNet nos primeiros anos de expansão da empresa no país.
Entre elas estão o Santander Brasil e a BeeTech Global, uma fintech especializada em pagamentos internacionais.
A BeeTech, por exemplo, utilizou a tecnologia para reduzir significativamente o custo de transferências internacionais, diminuindo taxas que antes giravam em torno de US$ 20 para cerca de US$ 2 por transação.
Outro marco importante aconteceu quando o Travelex Bank, banco brasileiro especializado em câmbio, passou a utilizar a tecnologia da Ripple para transferências internacionais.
A parceria permitiu implementar o sistema ODL (On-Demand Liquidity), que usa o XRP como ativo intermediário para liquidação de pagamentos internacionais.
Na prática, o sistema elimina a necessidade de manter capital pré-financiado em contas estrangeiras, permitindo que instituições financeiras enviem dinheiro instantaneamente para outros países usando o XRP como ponte de liquidez.
Mais recentemente, a Ripple anunciou uma nova integração com o Mercado Bitcoin (MB. A exchange brasileira passou a utilizar a solução Ripple Payments. A parceria permite que o Mercado Bitcoin ofereça aos clientes pagamentos internacionais mais eficientes, facilitando operações globais e ampliando o acesso a serviços financeiros baseados em blockchain.

