O Bitcoin (BTC) avançava a US$ 63,6 mil (+5,6%) no início da tarde desta quinta-feira (18), a um dia do halving, evento programado para cortar à metade as recompensas por novos blocos minerados de BTC. A manutenção do suporte de US$ 61 mil habilitava o Bitcoin para a quebra na região de até US$ 86 mil (+35%) e possíveis rupturas pós-halving mais elevadas, de acordo com avaliação do especialista em criptomoedas Ali Martinez e da gestora de fundos de índice de cripto Bitwise.
No X esta semana, Ali Martinez observou que, “ao que parece, o Bitcoin tem se consolidado em um canal paralelo, o que torna US$ 61.000 o nível de suporte mais importante e US$ 72.400 o nível de resistência mais importante.”
“Se o BTC quebrar abaixo do suporte, poderá cair para US$ 56.200 ou US$ 51.600. Mas se o BTC conseguir superar a resistência, os próximos preços-alvo serão US$ 79.000 e US$ 86.000!”, emendou.
Let's keep it simple and only focus on support and resistance!
— Ali (@ali_charts) April 16, 2024
By the looks of it, #Bitcoin has been consolidating in a parallel channel, which makes $61,000 the most important support level and $72,400 the most important resistance level.
If $BTC breaks below support, it could… pic.twitter.com/ae5M2g9CX2
Em um relatório recente sobre o comportamento de preço do Bitcoin após o halving, a Bitwise apontou que o preço do benchmark em 2012, 2016 e 2020, no primeiro mês depois do evento, subiu 9%, caiu 10% e subiu 6%, respectivamente.
Em contrapartida, um ano depois desses respectivos halvings, o preço do Bitcoin acumulou altas de 8.839%, 285% e 548%, respectivamente.
Historically, the Halving Has Been Good for Bitcoin’s Price Long-Term (a Look at the Data)
— Bitwise (@BitwiseInvest) April 16, 2024
The change in bitcoin’s price in the year following the halving:
2012: 8,839%
2016: 285%
2020: 548%
The change in bitcoin’s price in the month following the halving:
2012: 9%
2016: -10%… pic.twitter.com/aaXSakLfko
De acordo com o documento, assinado pelo diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, e o analista sênior de pesquisa cripto da empresa, Juan Leon, os volumes de negociação à vista (spot) de Bitcoin também registraram alta significativa um ano após cada halving, em percentuais que chegaram a 19,545% (2012).
Em relação à receita com mineração de Bitcoin, o documento mostrou quedas que chegaram a 51% um mês depois do evento, caso ocorrido em 2016. Por outro lado, um ano após o halving as receitas subiram 3.954%, 128% e 272%, respectivamente depois dos havings de 2012, 2016 e 2020.
Gráfico sobre receita com mineração de Bitcoin antes de depois de halvings. Fonte: Reprodução/Bitwise
Com o halving dessa semana, o relatório trabalha com a redução da taxa de inflação anual do Bitcoin de 1,73% para 0,85% por causa da redução à metade das recompensas de novos blocos, de 6,25 para 3,125 Bitcoin. O que implica US$ 11,6 bilhões em nova oferta anual removida do mercado, de acordo com o preço do BTC na ocasião do levantamento.
No radar dos especialistas também estão as três altcoins com chance de alta de até 1.480% para ficar de olho enquanto o Bitcoin tenta reversão com o halving, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.