Relatório: Pesquisadores do MIT desenvolvem criptomoeda 99% mais leve que o Bitcoin

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) alegadamente desenvolveram uma criptomoeda que os nós de verificação de transações precisam armazenar 99% menos de dados quando comparado ao Bitcoin (BTC). O desdobramento foi relatado em 23 de janeiro em um post no MITNews Blog.

A criptomoeda em questão se chama Vault e será apresentada no simpósio Network and Distributed System Security (NDSS) no mês que vem. De acordo com o post mencionado acima, a criptomoeda "permite que os usuários entrem na rede fazendo o download de apenas uma fração do total de dados de transações".

O Vault também supostamente exclui contas vazias e permite a verificação de transações que empregam apenas os dados de transação mais recentes. O post também relata os resultados dos testes realizados na rede:

“Em experimentos, o Vault reduziu a largura de banda para ingressar em sua rede em 99% quando comparado com o Bitcoin e 90% em comparação com o Ethereum, que é considerada uma das criptomoedas mais eficientes da atualidade. É importante ressaltar que o Vault ainda garante que todos os nós validem todas as transações, fornecendo segurança rigorosa igual às suas contrapartes existentes.”

O limite de tamanho de bloco do Vault é de 10 megabytes, o que equivale a 10.000 transações, e cada um desses blocos contém o hash do bloco anterior. Como explica o MITNews, para verificar as transações de Bitcoin, “um usuário faria o download de 500.000 blocos, totalizando cerca de 150 gigabytes”, já que ele precisaria “armazenar todos os saldos das contas para ajudar a verificar novos usuários e garantir que os usuários tivessem fundos suficientes para concluir transações”.

O Vault é baseado em uma blockchain de prova de participação (PoS) chamada Algorand, que foi criada por Silvio Micali, o professor de engenharia da Ford no MIT. A Cointelegraph recentemente cobriu as declarações Micali durante uma entrevista para a Bloomberg em que ele declara que a blockchain pode permitir a criação de uma economia sem fronteiras.

O sistema Vault permite que os usuários verifiquem blocos usando informações presentes em um bloco algumas centenas ou milhares blocos no passado, o que é chamado de “breadcrumb” ("farelo de pão"). Dessa forma, um novo nó se une ao breadcrumb - ou a um bloco antigo - a um bloco muito mais à frente. Derek Lung, coautor do artigo, explicou que se “pode pular todos os blocos entre eles”. Ele também observou:

“O objetivo geral aqui é permitir que as criptomoedas sejam bem dimensionadas para mais e mais usuários”.

O artigo sobre o Vault também afirma que, para entrar na rede, o usuário precisa baixar cerca de 90% a menos de dados quando comparado ao Ethereum (ETH). O cofundador da Ethereum Vitalik Buterin havia declarado anteriormente que futuras blockchains com sharding baseadas em PoS serão “milhares de vezes mais eficientes”.

Como os desenvolvedores da Ethereum trabalham na implementação da PoS, eles estão desenvolvendo um novo protocolo conhecido como Casper, que deve ajudar a reduzir o consumo de energia. No verão de 2018, os desenvolvedores da Ethereum observaram que combinariam o Casper e o sharding - um método para aumentar o número de transações que uma blockchain pode processar - em uma atualização.

Como a Cointelegraph informou recentemente, um grupo de pesquisadores das principais universidades dos Estados Unidos, que inclui o MIT, também anunciou o lançamento de uma rede de pagamentos descentralizada globalmente escalável chamada Unit-e.