R3 e Banco da Maré conversam com CVM para lançar Bolsa de Valores com blockchain para startups no Brasil

O consório de blockchain R3 está apoiando uma fintech construída no Complexo da Maré, uma das principais favelas do Rio de janeiro, no lançamento de uma 'Bolsa de Valores' nacional, construída em blockchain e voltada para startups segundo publicação do jornal Valor Econômico em 16 de julho.

Segundo a publicação o R3 está dando suporte a fintech Banco Maré, que pretende criar uma bolsa de valores para pessoas físicas e investidores institucionais comprarem ações de empresas de tecnologia de impacto social.

O empreendimento é batizada de [BVM]12 e tem por objetivo permtir que pessoas físicas e clientes de baixa renda possam investir em startups que podem geram dividendos futuros para seus investidores. Além disso, também cria um mercado de financiamento para estas empresas que, muitas vezes, encontram dificulade de financiamento e listagem na B3, a Bolsa de Valores do Brasil.

Ainda de acordo com a publicação, o Banco Maré já fez a primeira consulta informal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e planeja fazer o pedido oficial em agosto e tem como objetivo atingir cerca de 10 mil pessoas no primeiro ano. Também integram o projeto a aceleradora de negócios de impacto social Artemísia e o escritório de advocacia Vieira Resende.

"É uma dor conseguir investimento na favela. Grandes fundos de investimento querem saber o que as startups estão fazendo, mas quando descobrem que elas atuam nas regiões mais perigosas da América Latina, já não querem mais.", diz Alexander Albuquerque, CEO do Banco Maré e idealizador do projeto.

Entre os projetos que já tem interesse em serem listados na nova Bolsa de Valores estão a gestora de condomínios "SmartSíndico", o app de vagas de emprego "Taqe" e a plataforma de educação "Redação Online".

Dentro da BVM12 a idéia é que o projeto seja tokenizado e assim toda a sua estruturação, intermediação e liquidação será feita por tokens construídos em blockchain com a parceria do r3.

"Queremos democratizar o investimento de risco e trazer o público de baixa renda para a bolsa", diz Albuquerque.

Como reportou o Cointelegraph, o  Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio do Conselho Gestor do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), anúnciou um investimento de até R$ 43 milhões em incentivos para projetos de blockchain e IoT. Os recursos fazem parte do Plano de Aplicação de Recursos (PAR) de 2019 a 2021 da Fundação CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento).