'O Bitcoin vai voltar a valer US$ 10.000 em breve' indica novo relatório da Bloomberg

Um novo relatório divulgado pela Bloomberg analisa o mercado de criptomoedas e sugere que o Bitcoin deve chegar a US$ 10.000 em breve.

Na análise, o especialista em commodities da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, observa que um forte desempenho do ouro deve beneficiar o Bitcoin. Ele afirmou que os dois ativos estão mais relacionados do que a maioria das pessoas imagina.

McGlone observa no relatório, que foi publicado em 3 de dezembro, que as perspectivas da Bloomberg para o Bitcoin são positivas, principalmente devido ao aumento da adoção do principal ativo digital e à transição do Bitcoin para o que ele chama de "versão do ouro do mercado de criptomoedas".

O analista explicou que, com sua análise mostrando que o ouro está pronto para iniciar uma tendência de alta, o Bitcoin poderia começar a mostrar sinais de quebrar a resistência inicial de US$ 10.000 no início de 2020.

Um dos principais motivos para a subida do ouro e do Bitcoin, segundo o analista, é a expectativa crescente de que haverá uma recessão que esmagaria o mercado de ações nos próximos anos; isso deve beneficiar ouro e outros investimentos alternativos.

A narrativa “Bitcoin é ouro digital” não é a única razão pela qual o analista é otimista no mercado de criptomoedas que se aproxima de 2020. McGlone também escreveu que o Bitcoin está na frente de outros ativos digitais em relação à adoção. O analista complementou:

"O Bitcoin está ganhando a corrida de adoção entre as criptomoedas e está se tornando cada vez mais escasso, o que favorece o aumento do preço. Muita coisa pode dar errado com um ativo tão recente, mas a menos que as premissas básicas sejam inversas - adoção em massa e oferta - há uma maior probabilidade de se sustentar um aumento no preço."

Em cerca de seis meses, a principal criptomoeda passará pelo seu halving. O evento acontece quando o número de moedas geradas por bloco para os mineradores será reduzido pela metade, o que significa efetivamente que a taxa de inflação do Bitcoin será reduzida pela metade causando um choque na oferta diária do ativo.

As perspectivas da Bloomberg em relação ao Bitcoin para o próximo ano destacaram a crescente adoção, uma oferta em queda com o halving e a influência do Tether no mercado - todos eles fatores positivos para o preço do ativo digital. 

McGlone finalizou o artigo comentando:

"Como o ouro, o Bitcoin está refazendo um mercado em baixa, enquanto a maioria de seus irmãos (alt-coins) têm betas crescentes no lado negativo. Para o Bitcoin, vemos US$ 6.500 como um bom suporte e US$ 10.000 como resistência inicial em 2020. A resistência à ruptura deve ser uma questão de tempo, principalmente se o ouro continua avançando conforme o esperado. A maioria dos nossos indicadores sugerem que a manutenção abaixo de US$ 6.500 é improvável."

Apesar da análise de McGlone, alguns especialistas acreditam que o Bitcoin pode cair um pouco mais antes de começar a subir de preço novamente. Como mostrou o Cointelegraph, Tuur Demeester acredita que o ativo digital pode chegar a US$ 5.000.