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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Notícias Cripto: Henrique Giron na Obsidiam, Bloomberg com campeonato de investimentos, BingX e outras novidades

Expansão de startups, avanços regulatórios, educação financeira e campanhas de exchanges marcam a agenda econômica e tecnológica da semana.

Notícias Cripto: Henrique Giron na Obsidiam, Bloomberg com campeonato de investimentos, BingX e outras novidades
Brasil

Resumo da notícia

  • Obsidiam expande operações no Brasil com foco em stablecoins reguladas.

  • Bloomberg e Intergraus Digital impulsionam educação financeira e personalizada.

  • Exchanges reforçam governança, staking e campanhas para novos usuários.

Para além do preço do Bitcoin que despencou nesta semana, diversas notícia chegaram ao mercado cripto no Brasil. Entre elas a chegada oficial da Obsidiam ao Brasil, com a nomeação de Henrique Giron como novo country manager.

No campo educacional e financeiro, a Bloomberg registrou participação recorde no Bloomberg Global Trading Challenge, com mais de 11 mil estudantes de 50 países. No Brasil, 24 equipes universitárias investiram virtualmente US$ 1 milhão no Bloomberg Terminal, desenvolvendo habilidades práticas em gestão de portfólio e análise de mercado.

Em paralelo, o lançamento do Intergraus Digital, fruto da parceria entre OranjeBTC e a AMENTORIA, reforçou a tendência de personalização no ensino, combinando mentoria especializada, trilhas individualizadas e módulos de educação financeira e Bitcoin.

O mercado cripto também avançou em infraestrutura e governança. A BingX lançou uma campanha no Brasil com primeiro contrato sem risco para iniciantes, unindo educação, proteção e ações presenciais no Carnaval de São Paulo. Já a CoinEx anunciou staking em BNB, atualização de Prova de Reserva e ajustes de alavancagem, reforçando transparência e gestão de risco.

Em nível macro, especialistas como André Carneiro, da BBChain, destacaram que as stablecoins entram em 2026 como infraestrutura operacional das finanças digitais, enquanto a tokenização imobiliária ganha base regulatória e deve escalar com apoio de COFECI, CRECIs e da futura infraestrutura do DREX.

Obsidiam inicia operações no Brasil

A Obsidiam anunciou o início oficial de suas operações no Brasil e a nomeação de Henrique Giron como novo country manager. A movimentação integra a estratégia de expansão regional da startup, que tem como foco levar soluções baseadas em stablecoins para a economia real e fortalecer sua presença na América Latina.

Fundada em 2021, a empresa começou na Colômbia, onde participou do sandbox regulatório da autoridade monetária local e firmou parcerias com instituições financeiras. Após avançar para mercados estratégicos como México, onde obteve licença para operar legalmente, a Obsidiam acelerou sua entrada no Brasil em 2024 com apoio da Tether, principal emissora de stablecoins do mundo.

Segundo Giron, a prioridade da operação brasileira será conectar o país a mercados globais por meio de uma infraestrutura regulada e segura. A startup já se associou à ABToken e aposta no crescimento da demanda por pagamentos internacionais mais rápidos e eficientes, destacando as stablecoins como diferencial competitivo em custos, agilidade e governança financeira.

Bloomberg amplia participação brasileira em competição global de investimentos

A Bloomberg for Education anunciou participação recorde na mais recente edição do Bloomberg Global Trading Challenge, que reuniu mais de 11 mil estudantes de 50 países. A competição permite que universitários invistam virtualmente US$ 1 milhão por meio do Bloomberg Terminal, simulando condições reais do mercado financeiro.

No Brasil, 24 equipes de universidades participaram do desafio, competindo com mais de 2.600 times globais. O objetivo foi superar o desempenho do Bloomberg World Large, Mid & Small Cap Price Return Index, enquanto os estudantes desenvolviam habilidades práticas em gestão de portfólio e análise de mercado.

A iniciativa também reflete o avanço da tecnologia no ensino financeiro no país. Atualmente, cinco universidades brasileiras contam com Bloomberg Labs, oferecendo acesso a certificações e treinamentos que preparam alunos para carreiras no setor financeiro. As inscrições para a próxima edição ocorrem em setembro de 2026.

BingX lança nova campanha

A BingX iniciou uma campanha voltada ao público brasileiro para facilitar a entrada de iniciantes no trading de cripto. A ação oferece uma experiência de primeiro contrato com proteção ativa, combinando seguro, educação e onboarding guiado para reduzir riscos e aumentar a confiança dos novos usuários.

Durante o período de 26 de janeiro a 28 de fevereiro, participantes que concluírem etapas como verificação de identidade e primeira operação recebem recompensas garantidas, como vouchers em USDT e participação em sorteios. O principal prêmio é um pacote de viagem ao Rio de Janeiro, com passeio de helicóptero ao pôr do sol.

Além da experiência online, a BingX também promove uma ativação de marca durante um bloco de Carnaval no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Intergraus Digital

O lançamento do Intergraus Digital marca uma nova fase para o ensino preparatório no Brasil. A iniciativa resulta da parceria entre a OranjeBTC, mantenedora do tradicional Cursinho Intergraus, e a startup AMENTORIA, especializada em mentoria educacional personalizada.

A plataforma combina 45 anos de experiência do Intergraus com trilhas individualizadas e mentoria de estudantes aprovados nas principais universidades. O modelo busca atender uma geração nativa digital, oferecendo flexibilidade, autonomia e conteúdos adaptados às necessidades de cada aluno.

Além das aulas online, o projeto inclui aulões presenciais, módulos de educação financeira e introdução ao Bitcoin, ampliando a formação para além do vestibular. Com inscrições abertas em todo o país, o Intergraus Digital aposta na convergência entre tecnologia, mentoria e tradição pedagógica para escalar o acesso ao ensino de qualidade.

CoinEx staking em BNB

A CoinEx anunciou uma série de atualizações para fortalecer a segurança e a eficiência da plataforma. O destaque é a compatibilidade do staking com BNB, permitindo que usuários participem da validação on-chain e recebam recompensas com apenas um clique, a partir de 0,1 BNB.

A exchange também atualizou sua Prova de Reserva, mantendo taxas acima de 100% para ativos como BTC, ETH, USDT e USDC. No campo de risco, ajustou a alavancagem do par XAUT/USDT, elevando o limite para 5X e revisando parâmetros de liquidação forçada.

Além disso, a CoinEx iniciou processos de remoção de diversos tokens que não atenderam aos critérios internos e lançou campanhas promocionais, como cashback para depósitos em XAUT. Com mais de 1.300 ativos listados, a empresa reforça seu foco em transparência, gestão de risco e atualização contínua de produtos.

Stablecoins saem do papel e entram na fase operacional

O sistema financeiro global entra em 2026 com uma mudança clara de foco: menos discurso sobre inovação e mais atenção à execução, infraestrutura e governança. Nesse contexto, as stablecoins deixam de ser projetos experimentais e passam a operar como bases reais de liquidação, suportando pagamentos internacionais, fluxos de tesouraria corporativa e integração entre sistemas financeiros tradicionais e digitais.

Segundo André Carneiro, CEO da BBChain, o diferencial competitivo agora está na capacidade de operar com segurança e conformidade regulatória. Para ele, as stablecoins já se tornaram componentes estruturais das finanças digitais, e o debate migrou para como integrá-las ao sistema financeiro de forma eficiente e transparente.

Com reguladores adotando uma postura mais construtiva, o setor avança em direção a regras claras de compliance, rastreabilidade e gestão de risco. Arquitetura, interoperabilidade e segurança deixam de ser apenas decisões técnicas e passam a ser estratégicas, definindo quem estará preparado para escalar novas tecnologias sem rupturas.

Tokenização imobiliária ganha base regulatória

O mercado imobiliário brasileiro começa a criar condições para que a tokenização deixe o campo teórico e entre na fase operacional. Avanços regulatórios do COFECI e dos CRECIs passam a reconhecer a comercialização de propriedades digitais por corretores, alinhando o país ao conceito global de tokens imobiliários como real world assets, tratados como ativos reais.

Essa distinção reduz a complexidade regulatória ao afastar esses tokens da classificação direta como valores mobiliários. Com isso, corretores e incorporadoras ganham legitimidade para atuar no ambiente digital, enquanto investidores passam a acessar oportunidades antes restritas a grandes capitais”, disse Evandro Rodrigues, CEO da BE

Segundo ele, 2026 será o ano em que veremos um aumento perceptível no volume de operações tokenizadas no Brasil. O público começará a experimentar a transferência de imóveis de maneira simples, rápida e transparente, quase tão natural quanto fazer um Pix.

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