Enquanto as perspectivas para o preço do Bitcon (BTC) são positivas com analistas apontando que a principal criptomoeda do mercado deve passar de US$ 100 mil ainda em 2021 o mesmo não ocorre com a economia nacional, segundo análise da Ativa Investimentos.

Segundo um novo relatório da empresa, as perspectivas para 2022 continuam se deteriorando.

A empresa aponta que o IPCA de 2021 teve suas expectativas elevadas para 8,59%, ante 8,51% da semana anterior, abaixo da nossa projeção revisada (8,7%), sendo esta a 27ª elevação consecutiva.

"Já a expectativa para 2022 registrou avanço das expectativas, com as projeções subindo de 4,14% para 4,17%, enquanto nós, da Ativa Investimentos, projetamos uma inflação de 3,8%", disse a empresa.

Assim, em relação a taxa Selic, as projeções para 2021 permaneceram em 8,25%, enquanto 2022 houve um avanço de 25 bps, para 8,75%, ainda abaixo do que projetado pela empresa em 9,25%.

"Acreditamos que ainda há espaço para avanço das expectativas de Selic em 2022 e, a partir daí, poderemos ver um arrefecimento das expectativas de inflação para 2022", afirma.

Segundo a empresa, o PIB de 2021, por sua vez, apresentou estabilidade nas expectativas de 2021, em 5,04%, acima do pontuado pela empresa em 4,5%. Para 2022, contudo, houve um movimento de queda para 1,54% ante 1,57% da semana anterior.

"Por último, sobre a inflação mensal, a perspectiva para o IPCA de outubro se elevou marginalmente para 0,56%, abaixo da nossa expectativa ajustada para o mês (0,66%). Com relação a novembro, as projeções permaneceram em 0,40%, abaixo de nossa projeção para o mês (0,47%). Por fim, em dezembro de 2021 o mercado prevê elevação de 0,60% no mês, ligeiramente acima da nossa expectativa de 0,58%", destaca.

Futuro não parece tão promissor

A Ativa aponta ainda que o IPCA de setembro exibiu alta de 1,16%, acumulando 10,25% em doze meses. O resultado surpreendeu o mercado para baixo, o que em inflação é positivo, ainda mais com a dinâmica ascendente observada nos últimos tempos.

"O setor tem sentido fortemente a queda da demanda em função dos altos níveis de preços. Destacamos que já tínhamos suavização dos preços para outubro em função do que estamos observando nos preços do atacado, contudo, a transmissão do alívio se deu muito mais rápida do que nossos modelos indicavam", afirma.

A Ativa destaca ainda que o reajuste de gasolina, da ordem de 7%, deverá ter impacto de 14bps nas projeções de IPCA espalhados entre outubro e, preponderantemente, novembro.

"Nós já havíamos incorporado a perspectiva de alta no combustível ainda esse ano. Diga-se de passagem, estimamos que ainda tem um potencial altista de outros 14% na defasagem, dos quais outros 4% já estão na nossa projeção de 8,7% para o ano", disse.

A empresa também destaca que mais uma vez a inflação na China vem assombrando o mundo. Os problemas na geração de energia já estavam mais do que deflagrados na semana passada, mas enchentes agora dificultam a produção de carvão, com desdobramentos sobre a energia local.

"Mais uma vez a China deverá exportar essa inflação", finaliza.

Confira o relatório

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