Nenhuma Empresa se Uniu Oficialmente à Associação Libra, diz CEO da Visa

Alfred F. Kelly Jr., o CEO da Visa, disse que nenhuma empresa se uniu à Libra oficialmente. Nesse estágio, as vinte e poucas empresas envolvidas com a fundação simplesmente declararam interesse e assinaram uma carta de intenção não obrigatória.

De acordo com o que parece ser uma transcrição de interesses da Visa para o segundo semestre de 2019 datada de 23 de Julho, Kelly disse:

"Nós assinamos uma carta de intençã não obrigatória para nos unirmos à Libra. Nós somos uma das – creio que são 27 empresas que manifestaram esse interesse. Dessa forma, ninguém já se uniu oficialmente." 

De acordo com a transcrição, Kelly estaria respondendo a uma pergunta vinda de Bryan C. Keane — um analista do Deutsche Bank. Keane disse que há “certa confusão no mercado” e pergunta se a Libra seria uma “parceira estratégica da Visa ou uma ameça potencialmente disruptiva.”

A respeito da intenção de envolvimento da, Kelly disse que a empresa pensa que a Libra beneficiaria a empresa, desde que ela consiga atingir os padrões regulatórios:

“Estamos tendo discussões e nossa decisão final será determinada por um número de fatores, incluindo obviamente a habilidade da Associação satisfazer todos os requerimentos para regulação. Então, Bryan, em minhas estimativas, ainda é muito, mas muito cedo e há muita coisa que ainda precisa ser finalizada. Mas obviamente, dado que já manifestamos nosso interesse, nós de fato cremos que podemos nos unir à Associação e sermos ativos nela.”

Como previamente reportado pelo Cointelegraph, a Libra tem sido criticada por sua escolha de relegar sua governança a um consórcio de entidades corporativa. Em 14 de junho, a criptógrafa Sarah Jamie Lewis ironizou:

“Mal posso esperar por uma criptomoeda com a ética do Uber, a resistência à censura do Paypal, e a centralização da Visa e tudo amarrado com a já provada privacidade do Facebook.”

A congressista Alexandria Ocasio-Cortez também chamou a Libra de uma “moeda controlada por uma colisão criada de maneira não democrática e formada unicamente por corporações gigantescas” e recentemente, em uma das reuniões do congresso americano sobre a Libra, desafiou as visões sobre moeda soberana do chefe da Calibra, David Marcus.