A gigante alimentícia Nestlé está usando a tecnologia blockchain para garantir a rastreabilidade da cadeia de produção dos cafés de sua linha de produtos Nescafé Origens, que tem seus grãos provinientes de plantações em Minas Gerais e Bahia.
Todos os detalhes da produção dos grãos de café usados pela empresa, bem como o processo de armazenamento, secagem e produção do produto final podem ser conferidos por meio de um QR Code na embalagem dos produtos.
"O Nescafé Origens do Brasil é um produto que carrega em seu DNA a força do café brasileiro e das famílias produtoras. Desde o seu lançamento, em 2019, reunimos um grupo de famílias que topou produzir o café mais sustentável do país. Essa proximidade com os produtores nos ajudou a entender cada história e pessoa envolvida na produção. Esse foi o nosso primeiro insight de que todo aquele repertório precisava ser compartilhado", diz a revista Exame, Taissara Martins, gerente de ESG de Cafés e Bebidas da Nestlé.
Ainda segundo Martins, cada parte da cadeia produtiva tem autonomia para publicar os dados na plataforma em blockchain da empresa e o cruzamento dos dados publicado pelos demais participantes do proceso acabam atuando como 'validadores', assim, toda a autencidade do registro é garantida.
A executiva também destaca que por meio da iniciativa a Nescafé espera ajudar a mudar os processos produtivos por meio da sustentabilidade. Segundo ela, hoje, as 35 famílias que fornecem café para a linha Nescafé Origens do Brasil são de fazendas que aplicam práticas de agricultura regenerativa e já apresentam uma produção de baixo carbono.
Blockchain na industria do café
Ainda em 2020 a Nestlé anunciou pela primeira vez seus planos de rastrear a produção de café arábica de fazendas no Brasil usando blockchain por meio da parceria com a IBM no projeto IBM Food Trust. Inicialmente os planos da empresa começaram com a marca de café Zoégas que é comercializado na Suécia, mas que tem seus grãos colhidos no Brasil.
No caso da Zoégas, a rastreabilidade dos grãos no Brasil junto com a IBM também contou com a participação da organização Rainforest Alliance. Além do Brasil, também foi rastreada a produção de Ruanda e Colômbia que também fornecem grãos para a produção de café da marca.
A empresa aderiu ao IBM Food Trust em 2017 como um dos membros fundadores e o primeiro produto rastreado com a tecnologia foi uma papinha e uma fórmula infantil, ambas comercializadas na França.
Em outro projeto que envolve o uso de blockchain a empresa, juntamente com o OpenSC, a Nestlé está usando a tecnologia para monitorar e comunicar abertamente dados relacionados à sustentabilidade do leite e óleo de palma.
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