Polícia nepalesa rende negociantes de Bitcoin pesar da falta de regulação criptomoedas

A polícia nepalesa prendeu pelo menos sete indivíduos por supostamente estarem envolvidos em atividades virtuais de troca de moeda no país desde o início de outubro de 2017. As prisões foram feitas apesar da ausência de regulamentos que abranjam a negociação de criptomoedas no país.

Com base em relatórios da imprensa local, os negociantes suspeitos foram presos por membros do Escritório Central de Investigação (ECI) em Katmandu e Chitwan. Entre os presos estavam Prashant Pratap Shah de Katmandu, Bida Dhakal de Nuwakot e Mingmar Tamang de Sindhupalchok.

De acordo com o DSP do ECI, Jeevan Kumar Shrestha, esta é a primeira vez que os operadores de câmbio de criptomoedas foram presos no país.

"Eles foram mantidos sob custódia policial. O valor negociado será descoberto após uma investigação mais aprofundada".

Possível proibição

As prisões feitas pelo ECI devem levantat mais perguntas do que respostas, já que a negociação de Bitcoin e outras criptomoedas não é considerada ilegal, devido à ausência de regulamentos sobre a questão no país. Devido à situação, ainda não está claro quais acusações serão apresentadas contra os indivíduos presos.

Enquanto isso, o governo nepalês já está elaborando diretrizes regulatórias que abranjam o comércio de moeda digital. Entre os possíveis regulamentos que serão impostos pelas autoridades, está uma proibição total da negociação de criptomoeda.

Devido a esta possibilidade, o operador de câmbio digital Bitsewa já cessou sua operação no início de outubro. A casa de câmbio é considerada a versão nepalesa do LocalBitcoins.

Embora as atividades de moeda digital no Nepal não sejam tão grandes, qualquer forma de regulamentação contra criptomoeda pode constituir um precedente perigoso e dificultar inovações no setor. Devido a estes desenvolvimentos, é muito interessante ver como a indústria da moeda virtual no país se desenvolverá no curto prazo.

O país também notoriamente apreendeu anteriormente todos os fundos de socorro nas contas bancárias para garantir que todas as doações não sejam usadas indevidamente".


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