Ministério da Economia do Brasil lança estudo sobre fintechs com destaque para blockchain

O Ministério da Economia do Brasil lançou um estudo no qual destaca os benefícios das inovações tecnológicas para o sistema financeiro, entre elas, a tecnologia blockchain. O estudo foi produzido pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e publicado no dia 13 de junho no site oficial do ministério.

O estudo traz uma ampla análise sobre fintechs no Brasil e foi usado como base para a elaboração do ambiente de sandbox lançado pelo Ministério da Economia, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Superintendência de Seguros Privados. O Sandbox pode permitir a emissão de tokens construídos em blockchain dentro de um ambiente regulado de testes.

"O uso de tecnologias inovadoras, como distributed ledger technology – DLT, blockchain, roboadvisors e inteligência artificial, tem permitido o surgimento de novos modelos de negócio, com reflexos na oferta de produtos e serviços de maior qualidade e alcance (...) documento publicado assegura o compromisso entre os reguladores para desenvolver mecanismos de cooperação em projetos inovadores que envolvam atividades regulamentadas por mais de uma autoridade financeira"

De acordo com Orlando de Souza Lima, coordenador-geral de Sistemas Financeiros da Secretaria de Política Econômica (SPE/ME), do Ministério da Economia, a ideia, por meio do estudo e do sandbox, é permitir essas transformações digitais sem abrir mão da segurança dos consumidores e da integridade do mercado.

“Desta maneira, será possível reduzir custos relacionados ao mercado financeiro e oferecer aos consumidores produtos e serviços mais convenientes”, frisou Lima.

Como o Cointelegraph reportou a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, o Banco Central do Brasil, a CVM e a Superintendência de Seguros Privados tornam pública a intenção de implantar um modelo de sandbox regulatório no Brasil. Segundo a autarquia, a iniciativa surge como uma resposta as transformações que vem acontecendo no mercado de capitas que tem impulsionado o surgimento de novos modelos de negócios com tecnologias como DLT blockchain e pode permitir a emissão de tokens no Brasil em um ambiente regulado de testes.