Ministra Damares Alves diz que Bitcoin é usado para contratar 'trabalho infantil' ligado a games

Uma das mais controversas figuras do quadro de ministros do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a ministra Damares Alves esteve nesta quinta-feira, 24 de outubro, no programa Pânico, da Rádio Jovem Pan. Durante o programa, a ministra, que é conhecida por contar histórias contraditórias, garantiu desta vez que crianças estão sendo aliciadas para serem "consultoras de jogos", com pagamento pelos serviços em Bitcoin (BTC).

A titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos diz no programa que um certo "Doutor Gabriel", cujo sobrenome ela não se recorda, teria sido procurado por pais, preocupados com uma "nova modalidade de trabalho infantil", na qual adultos contratariam crianças para que elas fossem consultoras de games, recebendo pagamento em Bitcoin:

"Alguns pais começaram a procurá-lo [...] porquê seus filhos estavam recebendo créditos em moedas virtuais, Bitcons, e eles não sabiam. Eles foram atrás, descobriram que enquanto os pais estão dormindo, adultos estão contratando crianças para serem consultoras de jogos. Há adultos que estão jogando e não sabem pular um nível, encontra uma criança que está ali, que sabe aquele jogo e [...] e paga em moeda virtual. Estamos diante de uma nova modalidade de trabalho infantil no Brasil.”

A ministra não esclareceu se levou o caso às autoridades ou mesmo quais foram as medidas tomadas pelo "Doutor Gabriel" diante dos relatos dos pais.

Damares Alves é uma das ministras mais controversas do governo Bolsonaro. No primeiro mês de governo, ela chamou atenção para uma "nova era" no país, na qual "menino veste azul e menina veste rosa", completando à época que "menina será princesa e menino será príncipe". Ela ainda foi acusada pela Revista Época de ter sequestrado uma criança de uma tribo indígena no Mato Grosso.

Durante o ministério, houve ainda outras polêmicas, como o caso em que ela discursou dizendo-se "advogada mestre em educação" sem possuir diploma de mestre na área (ela justificou dizendo que seu mestrado era "bíblico") e imagens recuperadas de 2013, que mostravam a ministra dizendo que os holandeses "masturbavam bebês" ou que o movimento LGBT havia instaurado uma "ditadura gay" no Brasil.