Dados da plataforma de monitoramento Blockchain.com da tarde desta sexta-feira (8) indicavam um crescimento de 31,18% no hash rate, ou hashrate, da rede Bitcoin (BTC) entre os dias 4 e 6 de julho. O indicador serve para medir o poder computacional usado na mineração da principal criptomoeda do mercado. Ao longo destes dois dias o hash rate subiu de 173.453 TH/s para 227.544 TH/s, número que estabelece a quantidade de “trilhões de cálculos por segundo” para a descoberta de um novo bloco de Bitcoin.
Monitoramento de 30 dias da taxa de hash do Bitcoin. Fonte: Blockchain.com
Não por acaso o Bitcoin Standard Hashrate Token (BTCST) também disparou nas últimas 24 horas ao sair de US$ 5,6 para ser trocado de mãos por US$ 12,15 e imprimir uma alta de 115,59% conforme o que demonstrava o gráfico do CoinMarketCap.
Gráfico de 24 horas do par BTCST/USD. Fonte: CoinMarketCap
Lançado em dezembro de 2020 na rede BNB Chain, o BTCST é um projeto lastreado no hash rate do Bitcoin e cada token vale 0,1 TH/s de poder de mineração com eficiência de potência de 60W/TH.
Os tokens BTCST recém-criados são entregues aos mineradores mediante suas contribuições de poder computacional para a plataforma, uma vez que o objetivo do projeto é conectar liquidez ao mercado de mineração de Bitcoin com a obtenção de recompensas de mineração e poder de hash, o que vai de encontro à eficiência dos mercados de energia de mineração.
Na prática, os detentores de BTCST são mineradores de Bitcoin de dentro do ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi), em uma plataforma em nuvem, já que os tokens só podem ser emitidos quando os mineradores qualificados decidem tokenizar o hashrate do Bitcoin.
A mineração também trouxe um ganho exponencial, de R$ 707 mil, a um pool de mineração por um bloco vazio em fração de segundos, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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