Baixa capitalização e exposição institucional tornam baixo o risco da cripto, diz relatório do governo holandês

Uma agência do governo holandês divulgou recentemente um relatório de risco econômico, alegando que as criptomoedas apresentam baixo risco para a estabilidade financeira no país, que foi publicado em 29 de maio. O relatório foi preparado e publicado pelo Escritório de Análise de Políticas Econômicas da CPB dos Países Baixos (CPB).

O CPB afirma no relatório que, no momento atual, as criptomoedas representam um risco baixo para o sistema financeiro devido ao baixo nível de capitalização, bem como o envolvimento limitado de instituições e sistemas financeiros tradicionais. O CPB observou separadamente os problemas associados ao uso da cripto no financiamento de crimesfraude, alta volatilidade do mercado de cripto e o consumo de energia para a sua mineração.

O relatório prevê que os riscos relacionados à cripto aumentem com mais interação com instituições financeiras do governo. A agência também afirma que as criptomoedas não são "substitutos do dinheiro", alegando que os usuários geralmente preferem segurar sua cripto em vez de usá-la como um método de pagamento diário.

O relatório enfatizou a necessidade de regulamentação financeira equilibrada. O CPB comparou os riscos de uma falta de regulamentação financeira com regulamentos rígidos, alegando que medidas excessivamente severas podem aumentar a atividade dos “bancos-sombra”.

O CPB foi encarregado de preparar um relatório de risco financeiro a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Assistência Financeira todos os anos desde 2012. Afirmando o baixo impacto negativo da cripto na estabilidade financeira, o CPB alegou que os riscos financeiros mais importantes são atualmente baixas taxas de juros e os riscos envolvidos de reduzir a sustentabilidade das dívidas em nível macroeconômico.

No início deste ano, um tribunal holandês reconheceu o Bitcoin (BTC) como um “valor transferível”, declarando que a principal criptomoeda “mostra características de um direito de propriedade”. No caso, o tribunal ordenou que o réu pagasse uma dívida em Bitcoin. Pelo raciocínio do tribunal, uma vez que a obrigação do réu foi originalmente feita em BTC, o montante deve ser igualmente pago de volta.