Promotores sul-coreanos solicitaram um mandado de prisão para o ex-CEO da Tmon, uma plataforma coreana de comércio eletrônico, depois que foi descoberto que ele ganhou bilhões de won sul-coreanos com o token nativo do projeto DeFi Terra (LUNA), agora conhecida como Terra Classic (LUNC), por promover o Terra como um meio de pagamento simples e eficaz.

Promotores de Seul solicitaram um mandado de prisão contra o ex-CEO da gigante do comércio eletrônico Tmon por supostamente ter recebido suborno do cofundador da Terra, Daniel Shin, para promover o Terra como meio de pagamento, o Ministério Público do Distrito Sul de Seul confirmou a informação para mim por mensagem de texto.

— Danny Kunwoong Park (@ParkKunwoong)

O meio de comunicação Dong-A Ilbo informou que o chefe da equipe conjunta de investigação financeira e de valores mobiliários do Ministério Público do Distrito Sul de Seul solicitou um mandado de prisão por acusações de suborno contra o ex-CEO da Tmon, descrito como “Sr. A” e uma pessoa descrita como “corretora B”, que atuava no setor financeiro fazendo lobby em favor do Terra.

O Sr. A supostamente recebeu tokens LUNC do co-fundador do Terra, Shin Hyun-Seong, também conhecido como Daniel Shin, para promover ostensivamente o Terra como um meio de pagamento simples e eficaz. Depois disso, a Tmon fez propagandas para divulgar o LUNC espalhando a mensagem de que o token era um ativo seguro. Segundo os investigadores, as campanhas promocionais aumentaram o preço do token por terem elevado as expectativas dos investidores.

O ex-CEO da Tmon supostamente ganhou bilhões de won depois de vender os tokens LUNC recebidos em troca da realização das campanhas. Além disso, a reportagem também destacou que, apesar dos avisos das autoridades financeiras, Shin teria dado dinheiro a outras empresas como a Tmon para promover o LUNC como um método de pagamento seguro.

Em 14 de novembro, os promotores da Coreia do Sul pediram a Shin que cooperasse com a investigação sobre o colapso do Terra. As autoridades alegaram que Shin possuía tokens LUNC sem o conhecimento dos investidores e ganhou mais de US$ 105 milhões em vendas ilegais antes do colapso do protocolo.

Os promotores encarregados do caso têm expandido as investigações e focado em outras pessoas envolvidas. Em 30 de novembro de 2022, um mandado de prisão para Shin, três investidores do Terra e quatro engenheiros responsáveis ​​pelo projeto foi emitido pelas autoridades sul-coreanas.

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