'É impossivel saber quantos BTC Satoshi possui' explica programador do Bitcoin Gregory Maxwell

Em discussão no Reddit, Gregory Maxwell, programador do Bitcoin explicou nesta quarta-feira, 13 de março, que é impossivel saber quantos BTC Satoshi possui.

O assunto foi levantado em um post no qual o usuário r_y_r_y escreveu:

“Estou rodando um full node do Bitcoin e estou olhando para as mensagens coinbase (recompensa gerada pelo Bitcoin para os mineradores da rede) nos blocos do bitcoin. Estou executando o bitcoin.rpc em python. Como as pessoas sabem / como eu seria capaz de verificar se há uma chave privada associada a 1.000.000 de bitcoins?”

Gregory Maxwell, conhecido programador do Bitcoin, usando o nome de usuário "nullc", explicou: 

“O número 1.000.000 de BTC é uma afirmação leviana, que surge ao assumir que todas as moedas não-gastas extraídas durante o primeiro ano são de propriedade da Satoshi - algo que sabemos ser falso (no momento existem 1.097.602 BTC que foram extraídos durante o primeiro ano que não foi gasto).”

Ele acrescentou que, na realidade, ninguém sabe quantos Bitcoins Satoshi possui. Como o Bitcoin era público antes do primeiro bloco, Maxwell diz que é possível que ele tenha explorado apenas alguns blocos e desde então tenha vendido ou perdido a maior parte dele. Por outro lado, também é possível que ele tenha minerado muito Bitcoins no período, mas é impossível ter certeza.

Maxwell acrescenta que há um argumento de que alguns mineradores de Bitcoin antigos detêm 200.000 BTCs "com base em um padrão de valores nos primeiros blocos", mas ninguém sabe ao certo quem é:

"(...) Poderia muito bem ter sido várias partes diferentes usando hardware de execução similar, ou algum software de mineração que foi usado por várias pessoas que ninguém rastreou e que tinha algum comportamento estranho (como definir o nonce - quantidade de transações ocorridas na carteira - baseado no tempo)."

Em resposta a um comentário posterior, Maxwell conclui dizendo: "Eu acho que essa história é apenas isso, uma história."