O investidor norte-americano e fundador da wallet Ballet, Bobby Lee, deu uma entrevista nesta semana à CNBC, prevendo que o Bitcoin poderia chegar a US$ 300.000, mas lançou um alerta: se formar este topo, a criptomoeda pode cair vertiginosamente.
Lee disse que o Bitcoin poderia tomar um tombo violento se formasse um topo muito alto, assim como aconteceu no auge da bolha das ICOs de 2017, quando a criptomoeda chegou a US$ 20.000 e passou o ano seguinte pouco acima de US$ 4.000, uma queda de 80%.
Segundo Lee, o Bitcoin, que hoje vale US$ 56.000, terá um pico histórico entre US$ 100 mil e US$ 300 mil ainda neste ano.
O analista diz que baseia sua previsão na análise dos ciclos históricos da criptomoeda, alertando que a maior criptomoeda está no início de um "superciclo" de valorização.
Lee é uma figura conhecida no criptomercado. Ele foi pioneiro ao doar um BTC ao megainvestidor Ron Paul, hoje um dos maiores entusiastas da criptomoeda.
No ano passado, em junho de 2020, ele fez uma análise otimista da criptomoeda, apostando que o BTC poderia chegar a US$ 40.000 em 2021, quando a criptomoeda ainda sequer havia ultrapassado os US$ 10.000.
Depois, o Bitcoin bateu seu antigo recorde, US$ 20.000, em dezembro, para dobrar de valor e confirmar a previsão de Lee logo nas semanas seguintes, as primeiras de 2021.
Ele, porém, já causou polêmica ao retirar seu apoio ao SegWit2x do BTC em 2019, classificando a solução como "extremamente perigosa e irresponsável".
Também em 2019 ele traçou sua análise para o Bitcoin para a década seguinte. Bobby Lee disse na época que o Bitcoin pode chegar a US$ 500 mil nos próximos anos e que a criptomoeda finalmente deve substituir o ouro até 2028.
Agora, sua previsão para no mínimo de US$ 100.000 para o Bitcoin em 2021 também encontra base em outras análises.
O criador do modelo stock-to-flow, PlanB, disse recentemente que o comportamento da criptomoeda corrobora seu modelo de análises e confirma que o Bitcoin estaria a caminho do nível dos US$ 100 mil entre abril e setembro de 2021.
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