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Ezra Reguerra
Escrito por Ezra Reguerra,Redator
Bryan O'Shea
Revisado por Bryan O'Shea,Editor da Equipe

Banco central da Índia propõe vincular moedas digitais do BRICS para comércio, diz Reuters

A Índia quer que os membros do BRICS discutam, em uma futura cúpula, a vinculação de suas CBDCs para comércio e turismo, segundo uma reportagem da Reuters.

Banco central da Índia propõe vincular moedas digitais do BRICS para comércio, diz Reuters
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O banco central da Índia, o Reserve Bank of India (RBI), teria proposto uma iniciativa para vincular as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) do BRICS e facilitar pagamentos para comércio transfronteiriço e turismo.

Uma reportagem da Reuters, citando duas fontes anônimas, afirmou que a recomendação colocaria a ideia de interoperabilidade de CBDCs na agenda da cúpula do BRICS de 2026, que a Índia está programada para sediar.

A Reuters informou que a proposta, se aceita pelo governo indiano e pelos parceiros do BRICS, seria a primeira consideração formal de CBDCs dentro do bloco, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Embora a proposta busque reduzir atritos e custos em pagamentos transfronteiriços, as fontes disseram à Reuters que as conversas estão em estágio inicial e dependeriam de acordos sobre tecnologia, governança e arranjos de liquidação.

Proposta do RBI se baseia em conversas anteriores sobre pagamentos do BRICS

Vincular CBDCs entre as nações do BRICS marcaria um passo substancial na evolução de criptoativos soberanos, mesmo que não chegue a criar uma moeda unificada.

A cúpula do BRICS de 2025, no Brasil, abriu caminho para maior interoperabilidade de pagamentos, refletindo o interesse dos membros em simplificar sistemas de liquidação para comércio e turismo.

Para a Índia, a proposta se alinha ao esforço mais amplo de integrar sua moeda digital, a e-rúpia, aos fluxos de transações internacionais.

A e-rúpia atraiu milhões de usuários desde o lançamento, e o RBI sinalizou publicamente interesse em vincular a e-rúpia a outras CBDCs para agilizar a liquidação.

Embora o RBI tenha enfatizado que seus esforços estão focados principalmente em eficiência e adoção, e não em uma desdolarização explícita, o movimento reflete o crescente interesse de economias emergentes em maior eficiência de liquidação.

BRICS diz que não busca alternativa ao dólar americano

Autoridades de países membros do BRICS têm rebatido repetidamente alegações de que o bloco estaria tentando substituir o dólar americano ou lançar uma moeda de reserva rival.

Em janeiro de 2025, a Rússia respondeu a ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o BRICS não buscava uma alternativa ao dólar e não planejava uma moeda comum. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na época que a cooperação dentro do BRICS estava focada em investimento mútuo e coordenação econômica.

Essa posição também foi ecoada pelo Brasil, que esteve no centro de especulações passadas sobre uma possível “moeda do BRICS”. Em 19 de maio, o banco central do Brasil minimizou a ideia de que o BRICS poderia criar ativos que rivalizassem com a dominância do dólar americano.


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