Executivo da HTC compara o Facebook Coin com a intranet e diz que o Bitcoin é como a internet

O tecnólogo Phil Chen, diretor descentralizado da HTC, disse que o Facebook Coin (FBCoin), e a criptomoeda do banco norte americano JPMorgan, são muito parecidos com intranets. O Bitcoin, aos seus olhos, é muito mais parecido com a Internet - um sistema multifacetado, sem permissão, que promove a inovação através da liberdade. Embora ele alegue que há espaço para criptomoedas privadas e sem permissão, os dois subconjuntos são inerentemente opostos e podem ter problemas em existir em uma rede comum.

Phil Chen, em entrevista ao site NewsBtc, comentou o que acha das criptomoedas centralizadas:

“Eu comparo a intranets. Por isso, as empresas costumavam ter uma intranet, o que significa uma Internet segura e controlada. É assim que vejo essas moedas. Quando você emite uma moeda particular, é a intranet em comparação com a internet. Qual deles é mais interessante? Todos nós concordamos que, no futuro, nos mudaremos para um mundo onde há uma sociedade sem dinheiro, ou seja, tudo se torna digital, criptomoedas e moedas de países." 

 

Ele também questionou o papel de criptomoedas privadas para o futuro do mercado:

"A questão é acreditar na forma peer-to-peer do Bitcoin de digitalizar transações e dinheiro ou na versão centralizada. Isso vai acontecer. Já está acontecendo na China com o WeChat Pay e coisas dessa natureza. Mas vamos entrar em um futuro de pagamento digital sem dinheiro e qual caminho tomaremos? Os JPMs e FBCoin são um modo centralizado e permitido, e o Bitcoin e outras criptomoedas com características semelhantes são o outro lado da moeda.”

A empresa conhecida por produzir telefones celulares já vem se aproximando das criptomoedas nos últimos meses. Algumas semanas atrás a empresa anunciou a integração com a tecnologia blockchain em seus novos aparelhos, como publicou o Cointelegraph.

No final do ano passado, o Facebook iniciou sua aproximação com a tecnologia blockchain. Fontes disseram à Bloomberg que essa tecnologia seria empregada para impulsionar usuários de WhatsApp na Índia, especificamente através do uso de FBCoin para pagamento digital.

A moeda digital seria desenvolvida utilizando um modelo de moeda estável. Ainda não foi revelado se a moeda seria veiculada em blockchain, mas o diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, já falou sobre tecnologias de contabilidade distribuída (DLT) em várias entrevistas.

Max Kordek, o chefe do projeto Lisk, disse à mídia indiana que o "FBCoin é uma coisa legal", e que tem certeza de que Zuckerberg tem "as melhores coisas em mente". Ele explicou que a moeda poderá ser baseada em um blockchain centralizado ou não.

Outros também deram opinião sobre as iniciativas de moedas digitais privadas. Em um tweet, Ari Paul, da BlockTower, também declarou que, no mínimo, 30 milhões de consumidores poderiam encontrar o caminho para o Bitcoin com o lançamento do FBCoin.