A Hathor Network anunciou que em parceria com a Mannah e a Acura, viabilizou a tokenização de R$ 1 bilhão em precatórios, um ativo de dívida judicial do estado do Maranhão. Este é o maior RWA tokenizado na América Latina.

O precatório de R$ 1 bilhão foi dividido em 1.000 tokens, cada um com valor unitário de R$ 1 milhão, disponíveis exclusivamente para os clientes premium da ACURA. A iniciativa de tokenização da Acura é impulsionada pela Mannah, uma startup focada na tokenização de ativos.

"A Mannah foi criada para eliminar barreiras para empresas que buscam aproveitar a tecnologia blockchain. Em parceria com a Hathor, entregamos uma solução eficiente e segura, permitindo que empresas como a Acura levem inovação e confiança a seus clientes," afirma Pedro Xavier, CEO da Mannah.

A empresa informou que os demais detalhes da oferta, como perspectiva de pagamento dos tokens, rentabilidade e prazos devem ser divulgados em breve.

Compatibilidade com EVM

No ano passado, em uma entrevista ao Cointelegraph, Diego Guareschi, CMO da Hathor, revelou que a blockchain brasileira, amplamente usada em tokens RWA no Brasil, desenvolveu uma bridge que permite a compatibilidade com protocolos EVM (Ethereum) e com o Drex, CBDC que o Banco Central pretende lançar até o final de 2024.

"Até recentemente, não tínhamos alternativas de interoperabilidade entre outros protocolos. Isso se baseava na ideia de que a maioria dos casos de uso acontecia dentro de uma plataforma fechada. No entanto, agora temos a capacidade de interconectar com outros protocolos, o que é uma grande vantagem para diversos casos de uso, especialmente aqueles relacionados a ativos do mundo real (RWA) e aplicações em negócios e indústrias tradicionais", revelou.

Guareschi destacou ainda que por meio desta bridge, aplicações construídas tanto em redes públicas de layer 1 (L1), como redes de layer 2 (L2) ou até mesmo redes permissionadas, compatíveis com EVM, podem ser executadas na Hathor de forma mais rápida e com menos custos já que a L1 brasileira não tem taxas para transações e processa as operações mais rápido que o Ethereum.

"Você pode trazer aplicações de outras plataformas EVM para nossa rede, fazer tudo que você tem que fazer normalmente, que em geral são transações ou registros, de forma muito mais rápida, eficiente e mais econômica. E eventualmente, quando você precisa voltar para a plataforma mãe, poder fazer isso de uma forma mais rápida e efetiva", destacou.

Segundo Guareschi, essa bridge leva a Hathor para outro patamar em termos de competitividade contra outras redes e aumenta também seus casos de uso, permitindo a interconectividade com contratos inteligentes criados no Drex.

Atualmente a Hathor já é usada por diferentes empresas do Brasil em projetos que unem o mundo da blockchain e criptomoedas com as finanças tradicionais.

Desde o ano passado a rede foi escolhida para ser a blockchain nativa da B3, Bolsa de Valores do Brasil, para seu projeto de tokenização e também é usada pela Vórtx QR Tokenizadora, dentro das aplicações da empresa no sandobox de tokens RWA da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"A Hathor é uma rede que já tem 4 anos, que tá na mainnet, então um protocolo assim bem consolidado onde a gente passou por por Bull Market e Bear Markets e nossa metodologia é sempre continuar  desenvolvendo, aprimorando, melhorando a rede, pensando sempre no longo prazo", afirma.