Alemanha ultrapassa China e tem segundo maior número de nós da rede Bitcoin do mundo

A Alemanha é hoje segundo maior país com nós da rede Bitcoin (BTC) do mundo, ultrapassando lugar antes ocupado pela China. Com 1880 nodes ou pouco menos de 20% do total, o país vem logo atrás dos Estados Unidos, únicos países que registram porcentagem de dois dígitos na lista. 

De acordo com um relatório da Trust Nodes de 29 de abril, a Alemanha e EUA representam 45% de todos os nós do mundo. Os Estados Unidos registraram uma queda para apenas 25% do total de nodes, com os países emergentes procurando avançar na corrida.

O aliado europeu da Alemanha, a França, foi o terceiro colocado com apenas 619 nós, ou 6,51%. Curiosamente, a China caiu para em sexto lugar com apenas 306 nodes. Outros países no top 10 incluem Holanda, Canadá, Cingapura, Reino Unido e Rússia.

Como na rede Bitcoin, a Ethereum mostrou um padrão semelhante na distribuição de nodes. Mais uma vez, os Estados Unidos assumiram o primeiro lugar. O relatório descreve que a Ethernodes indicou 3.000 nodes nos Estados Unidos, enquanto a Etherscan afirmou que existem 2.000, ambos com os EUA a ocupar o primeiro lugar. Segundo Ethernodes, a China está em segundo lugar com 1.200 nodes, enquanto a Alemanha tem apenas um terço do total da China, com 400.

A Etherscan aponta para a Alemanha com 962, enquanto a China fica atrás na terceira posição, com 796 ou mais de 10% de todos os nodes.

O relatório sugeriu que a crescente proeminência da Alemanha como sede para criptomoedas vem crescendo nos últimos tempos. Juntamente com as promessas de repressão do governo chinês aos mineradores de Bitcoin, Berlim parece ser a opção preferida para desenvolvedores e técnicos..

Considerado um dos países mais “abertos, tolerantes, receptivos à privacidade e acolhedores”, a Alemanha poderia resistir ao poder econômico dos Estados Unidos se a aliança com a França e outros gigantes europeus se materializar. À luz da importância de Berlim para o mundo das criptomoedas, a Trust Nodes afirmou que os cripto-proponentes devem ser bem-vindos:

"Acomodá-los e talvez até mesmo facilitá-los pode, assim, ser uma escolha estratégica histórica que pode finalmente permitir que os gigantes da tecnologia cresçam também na Europa".

A Alemanha está no meio da introdução de uma regulamentação abrangente para o setor monetário descentralizado do país. No início de março, o Ministério Federal das Finanças da Alemanha lançou um documento sobre o tratamento de títulos baseado em blockchain.