Nos três meses que terminaram em 31 de outubro, a extinta exchange de criptomoedas FTX gastou aproximadamente US$ 53.000 por hora com advogados e consultores de seu processo de falência, segundo a última rodada de registros de compensação. 

Os registros judiciais arquivados entre 5 e 16 de dezembro mostram que os advogados do processo de falência cobraram pelo menos US$ 118,1 milhões entre 1º de agosto e 31 de outubro. Durante os 92 dias compreendidos no período, isso equivale a US$ 1,3 milhão por dia ou US$ 53.300 por hora.  

A maior conta veio da empresa de consultoria de gestão Alvarez and Marshall, que cobrou US$ 35,8 milhões por seus serviços nos três meses.

Alvarez e Marshall cobraram um total de US$ 35,8 milhões em honorários da FTX. Fonte: CourtListener

Em segundo lugar, ficou o escritório de advocacia global Sullivan & Cromwell, que cobrou US$ 31,8 milhões por seus serviços. Os serviços da Sullivan & Cromwell custaram, em média, de US$ 1.230 por hora.

Serviços da Sullivan and Cromwell custam aos credores da FTX US$ 1.230 por hora. Fonte: CourtListener

A empresa de consultoria global AlixPartners cobrou US$ 13,3 milhões no período por serviços relacionados a investigações forenses. A Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan cobrou US$ 10,4 milhões no mesmo período, enquanto faturamentos de empresas de consultoria menores somaram mais de US$ 26,8 milhões.

Os números compartilhados por um credor pseudônimo da FTX em uma publicação divulgada em 17 de dezembro no X (antigo Twitter) sugerem que o total de honorários advocatícios que foram pagos desde o início do processo de falência da FTX é de aproximadamente US$ 350 milhões.

A propósito, @lopp estima em US$ 1,45 bilhão o custo dos honorários restantes de um total de US$ 1,8 bilhão. Atualmente, o espólio está cobrando US$ 0,5 bilhão por ano e as falências não são empreendimentos curtos.

Até o momento, aqui estão os honorários que foram pagos em pouco menos de um ano (~$350mm foram pagos):

— Mr. Purple ️ (@MrPurple_DJ)

Enquanto isso, um relatório apresentado em 5 de dezembro pela examinadora de honorários nomeada pelo tribunal, Katherine Stadler, identificou "áreas significativas de preocupação" com as faturas apresentadas pelas principais empresas de consultoria que estão prestando serviços a FTX no processo de falência, incluindo a Sullivan & Cromwell, a Alvarez & Marshall, entre outras entre 1º de maio e 31 de junho.

"A examinadora de honorários identificou uma equipe aparentemente muito numerosa, participação aparentemente excessiva em reuniões, honorários relacionados a tempo de viagem não trabalhado e várias deficiências técnicas e processuais com relação a alguns registros de tempo (incluindo registros vagos e agrupados)", afirma o relatório fazendo referência aos faturamentos apresentados pela Alvarez & Marshall.

As empresas de consultoria foram criticadas por superfaturamento. Fonte: CourtListener

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