Negociado em torno de US$ 28,9 mil (+1,95%) e com 47,1% de dominância de mercado, o Bitcoin (BTC) parecia ser uma das principais alternativas dos investidores na fuga das incertezas da macroeconomia, decorrentes da ameaça de um colapso no sistema bancário dos EUA, aumento na taxa de juros, receio de calote no pagamento da dívida pública do EUA e de recessão na maior economia do planeta. 

Os principais causadores do mau humor que impactou negativamente o mercado de ações nos últimos dias, no entanto, podem se reverter em fatores favoráveis à valorização do Bitcoin, segundo alguns especialistas.

Em uma sequência de publicações no Twitter na última quarta-feira (3), o economista, o economista Paul Krugman sugeriu que o Tesouro dos EUA pode imprimir US$ 1 trilhão e evitar a crise envolvendo o teto da dívida da maior economia do planeta. O que é visto pela maioria dos analistas como injeção de liquidez no mercado, que, em tese, poderia favorecer a migração dos investidores para os investimentos de capital de risco, entre eles as criptomoedas.

No entanto, Krugman rejeitou essa tese argumentando que a impressão de novo papel-moeda não seria inflacionária por causa da emissão de novos títulos da dívida dos EUA como forma de evitar os impacto de um eventual aumento de liquidez.

“Sobre o possível fim gira em torno do teto da dívida. Não tenho informações privilegiadas, mas meu palpite é que os títulos premium são uma rota mais provável do que a moeda de platina. Por que? Porque ninguém entende de títulos de capitalização, enquanto as pessoas pensam — erroneamente — que entendem de moeda, disse.

No caso do benchmark do mercado de criptomoedas, o analista e trader de criptomoedas Kevin Svenson disse em seu canal no YouTube, onde possui 71 mil seguidores, que está otimista em relação a uma possível alta do Bitcoin, em direção a US$ 50 mil, que representariam uma alta de 72%, percentual que, antes, passaria por 66% que levariam o BTC a US$ 48 mil.

Svenson se baseou no possível comportamento da criptomoeda no próximo halving, em 2024, quando a recompensa por novo bloco minerado será reduzida à metade. Mais do que a alta do BTC, o especialista disse que pode estar no horizonte uma nova altseason, período marcado por altas exponenciais as altcoins frente ao Bitcoin. 

“Se o domínio do Bitcoin estourar na próxima corrida, se chegarmos a US$ 48.000, é aqui que acho que as altcoins começarão a ver grandes movimentos após essa corrida. E é a mesma coisa que aconteceu em 2019 […] Em algum lugar de junho, julho é quando entrar no mercado de altcoin pode ser a melhor opção. Ou até mais cedo, se você quiser executar toda essa ideia”, avaliou.

Já o cofundador da Ethereum e fundador da Cardano, Charles Hoskinson, declarou em entrevista à Fox Business que o modelo do sistema bancário dos EUA está falido e que as criptomoedas demonstram resiliência em condições difíceis da macroeconomia.

“Os mercados [cripto] estão se mantendo firmes e estáveis. No geral, estamos nos recuperando desde 2022 e a crise do FTX, e vai demorar um pouco mais para que isso se esvazie, mas prefiro ser um cara de criptomoedas do que um banqueiro agora. As criptomoedas estão bem, os bancos nem tanto”, disse.

No curto prazo, no entanto, alguns especialistas apostam que o Bitcoin deve encontrar algumas “pedras no caminho” que podem dificultar sua recuperação no curto prazo, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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