A febre de tokens não fungíveis (NFT), estimulada pela entrada do mercado no mainstream de colecionáveis e obras de arte, está levando uma série de artistas brasileiros a arrecadar alto com obras tokenizadas.
O boom do mercado NFT chegou ao Brasil na esteira da febre mundial, trazendo consigo lucros altos, tanto para traders quanto para os artistas.
No mercado global, o uso de NFTs ganha cada vez mais casos de uso: já há obras de arte, artigos históricos, faixas musicais, cards da NBA e até GIFs sendo vendidos através de tokens e valorizando vivamente todas as semanas.
Monica Rizzolli é uma destas artistas. Na semana passada, como noticiou o Cointelegraph Brasil, a artista foi lembrada entre os maiores expoentes da criptoarte no Brasil, e disse:
"O NFT é o meio casamento perfeito entre as coisas e alinha não só a possibilidade de ganhar dinheiro mas de usar as técnicas de programação e os resultados visuais que elas podem produzir"
Os NFTs de arte são vendidos em uma série de marketplaces, como o OpenSea, Rarible e SuperRare, e também através de plataformas de lançamentos de coleções, nas quais o próprio artista vende sua arte em primeira mão.
Uma matéria do Estadão desta terça-feira cita alguns dos artistas brasileiros expoentes do mercado de arte em NFTs, segundo os especialistas do mercado:
- Etiene Crauss
- Raf Grassetti
- Monica Rizzolli
- Carlos Oliveira
- Marlus Araujo
- Nino Arteiro
- Uno de Oliveira
- Fesq
Felipether, co-fundador da Paradigma Education, a primeira plataforma brasileira de inteligência e dados 100% focada no mercado cripto, explica que os NFTs estão transformando o mercado de arte da mesma forma com que o MP3 mudou a indústria da música:
“Hoje, eu acho que as pessoas estão subestimando o valor da escassez digital e dos mecanismos de autoexpressão na internet em um mundo onde é cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é mentiroso. Então, ter uma prova na blockchain que te certifica como dono de uma ideia pode ser extremamente valioso, ainda mais em um mundo em que dá para falsificar tudo”
Ele diz que o mercado de NFT torna o restrito mercado da alta arte totalmente acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, democratizando definitivamente este mercado, tanto para o artista quanto para o colecionador:
“Então, do ponto de vista do artista, você pode vender para o mundo inteiro sem passar por nenhum galerista. Já do ponto de vista do colecionador ou dos estudiosos, se você descobrir o próximo Picasso, não precisa morar em Barcelona, perto dele, para negociar. O artista pode ser do Sudão e você, que está aqui no Brasil, o descobriu e se deu super bem. É, literalmente, democratizar o mercado da arte”
Os artistas brasileiros dizem que os NFTs trazem uma mudança de paradigma, tornando os artistas ainda mais independentes dos galeristas. Lukas Azevedo, um dos artistas que vendem obras em NFT, diz:
"Comecei neste mercado por meio do incentivo da comunidade e de US$ 20 dólares que recebi para tokenizar uma arte minha, agora eu também ajudo outros artistas comprando obras de artistas brasileiros"
As obras sempre variam muito de valor, com o preço dependendo do artista, do estilo e da raridade da obra. Os valores saem de US$ 20 e podem subir além de US$ 7 mil.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil, um coletivo de artistas brasileiros está trabalhando para um astro da NFL, a liga norte-americana de futebol americano, para a produção de uma série de obras de arte em NFT.
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