Em meio ao que pode se tornar um “morde ou assopra” da macroeconomia sobre o mercado de criptomoedas a partir da divulgação de relatórios ao longo da semana, referentes à inflação de outubro nos EUA, o especialista em criptomoedas brasileiro Diego Consimo apontou dois possíveis alvos de tendência do Bitcoin (BTC), que orbitava uma região próxima a US$ 36,8 mil (-0,75%) nesta segunda-feira (13).
Segundo o fundador do canal Crypto Investidor, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) será decisivo para um movimento corretivo, em direção a uma faixa corretiva, caso o relatório do Departamento de Trabalho, a ser anunciado terça-feira (14), demonstre resiliência na alta dos preços e, com isso, sinalize um novo arrocho na taxa de juros básica do Federal Reserve (Fed), cenário desfavorável ao BTC.
Olhando por um prisma otimista, Consimo observou que um CPI apontando enfraquecimento da inflação nos EUA pode favorecer o apetite dos investidores de capital de risco, que inclui as criptomoedas.
“Momento decisivo para o Bitcoin, que está entre uma correção na região dos US$ 34 mil (-7,7%) a US$ 32 mil (-13%), ou uma continuação da tendência de alta de curto prazo rumo aos US$ 40 mil (+8,7%) a US$ 43 mil (+16,8%)”, adiantou.
Gráfico comentado do par BTC/USD. Fonte: Canal Crypto Investidor/TradingView
Na esteira dos anúncios do CPI, Diego Consimo lembrou que, no dia seguinte ao CPI, o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) e que, na sexta-feira (17), expira o projeto aprovado no final de setembro pelo Congresso dos EUA, que liberou por 45 dias o financiamento de órgãos federais e evitou uma paralisação (shutdown), que pode voltar a assombrar a maior economia do planeta.
Alheias ao Bitcoin, duas altcoins subiram até 41% nessa segunda-feira após a implantação de uma cross-chain, coforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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