A economia baseada em blockchain representa uma linha mestre dentro do ecossistema que envolve o mataverso, os tokens não fungíveis (NFTs), a Web3 e as criptomoedas, o que deverá representar um mercado de mais de R$ 14 trilhões até 2030. Mas que também apresenta como maior desafio o entendimento e a desmistificação de alguns conceitos sobre estas tecnologia sob o prisma dos negócios. Foi o que avaliou o cofundador e sócio da startup especializada em Web3 Deboo, Eduardo Paraske, em uma publicação da Forbes desta segunda-feira (25).
Paraske frisou que, no caso da Web3, a tecnologia disruptiva remete a uma nova ordem econômica, o que torna ainda mais necessário o conhecimento de seus fundamentos. O especialista lembrou que as empresas e tecnologia nascem a partir das plataformas blockchain, enquanto a economia se forma na esteira de novas relações. O que, em linhas gerais, ele usou para justificar a apresentação de 7 mitos aa Web em relação ao ambiente corporativo.
Web3 e blockchain em tudo
Eduardo Paraske argumentou que muitas soluções da Web2 relativas ao e-commerce desfazem a ideia da obrigatoriedade destas tecnologias disruptivas, que devem ser usadas em caso de compartilhamento de informações, descentralização da decisão de compra ou “quebra” de um produto em pequenas partes a serem distribuídas.
Descentralização e o fim da desigualdade
O especialista deu a entender que ainda é utópica a ideia de que a Web3 possa significar a libertação ao argumentar que até a Organização Autônoma Descentralizada (DAO) nasce centralizada, o que se repete, por exemplo, nas plataformas marketplace de NFTs. “Portanto, ainda presenciaremos uma batalha centralizada pela descentralização que durará algum tempo. Isso também vale para o metaverso”, disse.
Começar de qualquer jeito na Web3
O especialista disse que o ingresso na Web3 é necessário, porém advertiu que a experiência corporativa pode se transformar em um desastre , caso os propósitos não estejam bem definidos. O que passa pela compreensão de como a Web3 se converge para os objetivos da empresa.
Esperar demais
O representante da startup também disse que é um erro as corporações esperarem a consolidação da blockchain e da Web3, na medida em que o mercado naturalmente irá cobrar a solidez das empresas em relação às tecnologias, o que pode ser um entrave para a competitividade daquelas que optarem por ingressar tardiamente.
Começar lentamente
O especialista também classificou como equivocada a ideia de se começar lentamente as operações envolvendo a Web3, como forma de mero entendimento. Ele disse que é preciso que haja uma genuína intenção, com objetivo de estruturação, ainda que a equipe comece pequena.
Experiência sem essência
Paraske sugeriu que sentenças do tipo “entendi, vamos fazer um NFT então” sintetizam a falta de se trabalhar a essência das ferramentas tecnológicas, frisando que elas não podem ser encaradas como um jogo de azar. Um vez que, da mesma forma que um NFT pode representar criptoativos com objetivos distintos, a tecnologia também se desmembra para diferentes focos.
Procurando corretoras
O especialista também disse que é muito simplista a ideia de que a criação de carteiras digitais ou a procura de corretoras de criptomoedas representam o primeiro passo para a Web3, o que, segundo ele, passa pela ampliação das possibilidades a partir do entendimento dos conceitos por trás das tecnologias.
A integração dos NFTs ao metaverso também abriu um rol de possibilidades de lucro para as empresas que desejam ingressar e lucrar neste novo universo, o que passa por interações nos mundos virtuais, mas com impactos no mundo real, conforme noticiou o Cointelegraph.
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