Libra do Facebook pode ter dificuldades para entrar no mercado tailandês, diz especialista local

A aguardada stablecoin Libra, do Facebook, pode enfrentar dificuldades na Tailândia, devido à incerteza legal da moeda no país, conforme um especialista disse ao Bangkok Post em 9 de julho.

O diretor jurídico do Escritório de Política Fiscal, Sumaporn Manason, argumentou que o Libra provavelmente enfrentará dificuldades para entrar na Tailândia, já que a criptomoeda não se enquadra na legislação financeira local. Sumaporn disse:

“A criptomoeda não se enquadra na Lei da Moeda do Banco da Tailândia, pois não possui as características de uma moeda legal, como estipulado por lei. As características fazem referência a uma nota ou moeda com seu valor em Baht, ou que seja identificável como um objeto ou nota usada para pagar dívidas ou fazer câmbio de outras moedas, de acordo com a lei. ”

Sumaporn ainda definiu três cenários possíveis para o Libra, como a proibição explícita pelas autoridades financeiras, a ausência de uma regulação que possa promover uma maior inclusão financeira, ou a regulação através de um intermediário.

Um consultor da Comissão de Valores Mobiliários da Tailândia, Bhume Bhumiratana, apontou a possibilidade de o Banco da Tailândia emitir sua própria moeda digital antes que Libra tenha uma vantagem por sua adoção em massa. No entanto, sua administração pelo banco central seria complicada, de acordo com Bhume.

O Libra espalhou preocupação em diversas partes do mundo. Hoje mais cedo, o Cointelegraph noticiou que o ex-presidente do Banco Popular da China (BPC) disse que a  “China deve adotar precaução” contra a tendência representada pelo Libra. O atual diretor do BPC, Pan Gongsheng, recentemente definiu as ofertas de security token como uma atividade financeira "ilegal".

O Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos solicitou que o Facebook e seus parceiros interrompessem o desenvolvimento de Libra. O comitê observou que a iniciativa poderia ter sérias implicações:

"Isso pode levar a sérios problemas de privacidade, comércio, segurança nacional e política monetária, não apenas para os mais de dois bilhões de usuários do Facebook, mas também para investidores, consumidores e para a economia global mais ampla."