Huawei revela que pode usar blockchain em expansão na América Latina

A Huawei uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo revelou que está estudando todo o mercado da América Latina, a partir do México e do Brasil visando expandir a atuação do grupo, destacou um executivo da companhia durante o CIAB Febraban no dia 11 de junho

Segundo o executivo, embora as pesquisas e aplicações envolvendo blockchain não sejam ainda o grande ‘carro chefe’ da gigante chinesa é possível que produtos da Huawei baseados em blockchain seja disponibilizados no continente.

“Tudo vai depender de uma análise de mercado que estamos desenvolvendo e, caso haja uma demanda de mercado para blockchain iremos disponibilizar nossos serviços nesta area. Hoje estamos focados em armazenamento, 5G e telecomunicações”, revelou um executivo que pediu para não ser identificado.

No Brasil, a empresa tem diversos contratos governamentais para soluções de armazenamento e tem conversado com as autoridades do país sobre o 5G. Segundo apurou o Cointelegraph, executivos da companhia irão se encontrar com autoridades do Governo Federal ainda este mês em Brasília.

Em novembro de 2018, a Huawei lançou, por meio da divisão Huawei Cloud um serviço de Blockchain Service (BCS) para uso global, segundo a empresa "o serviço ajuda empresas globais e desenvolvedores a criar, implantar e gerenciar aplicativos blockchain rapidamente e a um custo mínimo"

Quando questionado sobre a recente “guerra” entre Huawei e EUA, o executivo disse que está confiante de que a tudo irá se resolver e disse que apenas a questão do Android ainda não está 100% resolvida, mas que clientes e empresa não serão gravemente afetadas pelas medidas americanas.

Sobre a Huawei adotar criptomoedas como tem feito a Samsung com seus aparelhos o executivo disse que não tem informação a respeito, contudo acredita que não há desenvolvimentos sobre isso no momento.

Sobre o 5G o executivo destacou que a tecnologia da Huawei é única no mundo e está muito a frente dos concorrentes principalmente no campo da compatibilidade e interoperabilidade. Além disso, segundo ele, a gigante chinesa hoje já tem mais contratos governamentais de 5G do que todas as outras empresas, no entanto, em termos de ‘valor’ de mercado, a Nokia, sairia vitoriosa pois, embora com menos contratos o valor total deles seria maior do que o da Huawei.

Como reportou o Cointelegraph, durante o CIAB Febraban, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciaram a primeira rede blockchain do setor financeiro nacional. Trata-se de da primeira plataforma baseada em blockhain para conectar diferentes instituições financeiras. 

A primeira aplicação da nova rede é o "Device ID", que permite o compartilhamento de um conjunto de informação dos usuários de bancos e instituições financeiras, para com isso criar uma camada nova de segurança para sistemas antifraude e de identificação.