A exchange Mercado Bitcoin, declarou em entrevista ao Cointelegraph, que passou de 1,8 milhão de usuários cadastrados na plataforma, o número, além de demonstrar o apetite do investidor brasileiro pelo mercado de criptoativos é quase o dobro dos investidores registrados na B3, que chega perto de 1 milhão.

O Gerente de OTC do Mercado Bitcoin, Fabricio Tota,  desafio de comunicação com uma base de quase 2 milhões de clientes é grande.

"Vivemos um cenário complexo e é um grande desafio nos comunicar com quase 2 milhões de clientes neste período, mas temos nos saído bem", disse.

Ainda segundo ele, com o aumento da volatilidade no mercado de criptomoedas devido ao cenário incerto sobre o avanço da pandemia do coronavírus houve um aumento expressivo no volume de criptomoedas negociadas na plataforma.

"O número de negociação na exchange dobrou. Ao mesmo tempo temos maior volatilidade, volume transacionado enorme e 100% dos colaboradores em home office. Todo o investimento que fizemos para termos time e infraestrutura para suportar momentos de stress como esse está sendo colocada à prova, e estamos nos saindo muito bem. Mesmo com volume médio mais de duas vezes acima do habitual, com dias de pico acima de cinco vezes, nossa plataforma tem funcionado normalmente. A comunicação com os clientes tem fluido muito bem, seja por e-mail ou por nossas redes sociais", declarou.

Desde 2019 o Mercado Bitcoin vem anunciando desenvolvimentos para se consolidar como uma das principais empresas de criptomoedas do Brasil. Depois do Bear Market de 2018, que culminou com uma demissão em massa na exchange que precisou reestruturar seu time para passar pelo delicado momento onde as negociações de BTC caíram drasticamente no Brasil, o MB iniciou uma série de implementações que levaram a empresa a assumir a liderança no mercado.

Em 2019, o MB anunciou a negociação de outras criptomoedas na plataforma que antes só trabalhava com Bitcoin. zerou a taxa para depósitos, anunciou novos diretores e instituiu uma mesa de negociação OTC com mais de 100 criptomoedas disponíveis.

No ano passado a empresa também lançou o MB Digital Assets, uma estratégia para tokenização de ativos tradicionais não regulados pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM). Inicialmente com precatórios este ano a estratégia foi ampliada com a inserção de outros ativos como recebíveis e seguros.

Como parte deste plano de expansão, em 2020 o MB anunciou o MeuBank, um banco digital em parceria com a Gear Ventures e que terá como primeiro cliente a própria exchange que vai processar saques e depósitos por meio da plataforma. Também voltado ao varejo o banco também poderá emitir cartão de crédito e débito e possibilitar o uso de bitcoin e criptomoedas com cashout em reais.