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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

'Tudo como Satoshi queria': Investir em Bitcoin no Brasil terá a segurança do Banco Central e da CVM, destaca Deputado Aureo Ribeiro

Aureo destacou que irá pedir urgência na votação pelo plenário da Câmara do texto aprovado na comissão especial no dia 29 de setembro

'Tudo como Satoshi queria': Investir em Bitcoin no Brasil terá a segurança do Banco Central e da CVM, destaca Deputado Aureo Ribeiro
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Embora o Bitcoin (BTC) tenha nascido com a proposta de permitir às pessoas negociarem entre si de maneira descentralizada e, portanto, sem um intermediário, cada vez mais os criptoativos são 'absorvidos' pela sociedade e, no Brasil, terão a 'segurança' do Banco Central.

Essa é a visão do Deputado Áureo Ribeiro (SD/RJ) autor do PL 2303/15, que busca regulamentar o Bitcoin (BTC) e as criptomoedas no Brasil, que declarou que assim que o PL for aprovado e se tornar lei ele trará ao investidor de criptoativos a segurança do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Isso quer dizer que quem não seguir as regras será penalizado, dando ao investidor a segurança de um Banco Central ou de uma CVM, por exemplo", disse em entrevista ao portal O Dia.

Aureo também destacou que irá pedir urgência na votação pelo plenário da Câmara do texto aprovado na comissão especial no dia 29 de setembro. Desta forma, segundo o parlamentar, o Banco Central, assim como a CVM, ficaram livres para poder editar normas e regras para as empresas de criptomoedas no país.

"O investidor não tem segurança jurídica para investir, e o espaço fica livre para os criminosos"

O deputado afirmou ainda que o PL colocará o Brasil na vanguarda dos debates e aceitação das criptomoedas trazendo segurança jurídica ao mercado, principalmente aos pequenos investidores. 

"Elenco aqui alguns avanços: a definição dos órgãos reguladores; a tipificação dos crimes de fraude em prestação de serviços que envolvam criptoativos; e a exigência de autorização para as empresas operarem nesse ramo. Isso quer dizer que quem não seguir as regras será penalizado, dando ao investidor a segurança de um Banco Central ou de uma CVM, por exemplo", afirmou.

Fraudes

Segundo Ribeiro, a falta de regulamentação dá espaço para fraudes, como pirâmides financeiras.

"Ainda em 2019, começamos a receber uma série de denúncias, e chamamos para uma audiência pública órgãos de fiscalização, empresas suspeitas e consumidores lesados. Propus uma CPI, mas quando ela estava prestes a ser instalada, a pandemia começou. Agora que todas as comissões estão funcionando, queremos finalmente fazer essa investigação", disse.

O deputado pontuou também que a principal lição de todo o debate em torno da regulamentação das criptomoedas é que a definição de regras para o mercado irá permitir 'separar o joio do trigo'.

"Se já houvesse regulamentação, essas pessoas estariam seguras, pois a empresa estaria em conformidade com a lei, investindo de forma legal e sendo fiscalizada pelos órgãos competentes", destacou.

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