Analista sênior da eToro diz que possível banimento de mineração de Bitcoin pela China pode positivo para o mercado

O analista sênior de mercado da exchange eToro, Mati Greenspan, disse em em uma entrevista para o portal AMBCrypto que a possível proibição de mineração de Bitcoin (BTC) na China precisa ser vista através de uma perspectiva mais abrangente. Ele disse ainda que as chances de o mercado subir em vez de cair são mais prováveis, disse ele.

Um relatório sobre mineração da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma do país [NDRC] teria sido "mal compreendido", segundo Greenspan, com muitos membros da comunidade de criptomoedas sugerindo que um declínio nos preços era iminente. O Cointelegraph também noticiou o fato.

Greenspan ressaltou ao portal que sente que "é mais provável que a tendência seja de alta do que de baixa". Ele acrescentou que a China está empregando uma "estratégia de décadas", não para atacar as criptomoedas, mas para se tornar uma "país de energia limpa, nos próximos anos".

Segundo ele, o processo da proibição viria desde 2017. Sob o pretexto deste um suposto compromisso nacional de sustentabilidade, a eletricidade consumida pelas mineradoras de Bitcoin não é “limpa” e, portanto, segundo Greenspan, o governo começou a pressionar por uma “eliminação gradativa” da indústria de mineração desde 2017. Ele acrescentou que o governo empregava as ferramentas de regulação e tributação para “limitar a atividade [de mineração] para que ela não saia do controle”.

A proibição de mineração não é um ataque isolado, acrescentou Greenspan, já que várias outras indústrias são mencionadas no relatório da NDRC, De acordo com a Reuters, a mineração com criptomoedas estava na lista de mais de 450 atividades que seriam "descontinuadas, pois não aderiam a leis e regulamentos relevantes, eram inseguras, desperdiçavam recursos ou poluíam o meio ambiente".

Ele especificou dois cenários que poderiam se materializar se a proibição da mineração fosse posta em vigor. Por um lado, a região da China sofreria uma queda, o que levaria a outros países “mais prováveis” a se colocarem em primeiro plano, com suas respectivas fazendas de mineração. Dada a eletricidade "extremamente barata" da China para a mineração ser substituída, o custo de produção aumentaria. Com base nos preços históricos e nas tendências de outras indústrias, isso levaria invariavelmente a um aumento no preço do Bitcoin.

Por outro lado, se a atual produção da China cair e não for substituída por outros países, Greenspan acredita que “a dificuldade para minerar cada Bitcoin seria reduzida, então o custo médio do Bitcoin permaneceria o mesmo”. Ele também acredita que a proibição pode ser evitada:

“Se os equipamentos de mineração ficarem mais avançados, para que possam ser mais eficientes e fornecer mais potência para menos kilowatts, isso também aumenta a dificuldade na mineração.”