O Bitcoin passou pela faixa de US$ 10.000 pela primeira vez em 2020 no último domingo, 9 de fevereiro, para depois voltar aos US$ 9.800 nesta segunda-feira. Segundo especialistas ouvidos pela revista Época Negócios, a disparada pode ser atribuída ao surto global de Coronavírus.
Segundo Ed Moya, analista da consultoria Oanda, explica o impacto da epidemia global no preço do Bitcoin e de outros criptoativos:
"A corrida faz parte de uma corria mais ampla a ativos arriscados, à medida em que aumenta o otimismo de que o impacto do coronavírus será limitado ao primeiro trimestre e de que a China se relacionará bem com os EUA na segunda rodada de negociações comerciais"
Ele diz que há um temor global de que o vírus possa prejudicar as economias dos países mais fortes do mundo. Michael Donnenshein, da Grayscale, disse que o movimento recente pode provar a "narrativa" de que o Bitcoin é uma reserva de valor:
"Certamente existe uma narrativa na comunidade de investidores de que o Bitcoin está solidificando o seu lugar como uma reserva de valor, uma fuga para a segurança, de proteção contra a inflação"
Já Rob Sluymer, da consultoria Fundstrat Global Advisors, ouvido na matéria, acredita que no segundo semestre a faixa de preços do Bitcoin ficará entre US$ 10.000 e US$ 11.000.
Para Mike McGlobe, analista da Bloomberg Intelligence, a perspectiva do ano para o Bitcoin segue favorável. Ele escreveu em nota aos investidores:
“Assim como o ouro, os fundamentos positivos devem estender a valorização do preço do Bitcoin”
Apesar das diversas análises traçarem relação entre coronavírus e Bitcoin, alguns especialistas afirmam que o surto da doença não é bom para a maior criptomoeda.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil, a chegada aos US$ 10.000 é importante para os analistas traçarem até onde o halving do Bitcoin pode levar o preço neste ano. No Brasil, o preço do Bitcoin pode passar em breve de R$ 45.000 pela primeira vez em 7 meses.