Para aqueles que acreditam que o dólar americano está 'muito alto' as previsões de economistas do Banco Suíço UBS não são as melhores, já que para eles, a moeda americana pode ser cotada em até R$ 7,35 em 2021 e fechar o ano próximo de R$ 6, impulsionada pelo desempenho do país no combate ao coronavírus e a crise política e de representatividade que vive o país.
Contudo, embora o cenário para o Real não seja tão promissor, no caso do Bitcoin, as previsões são mais otimistas e, segundo um dos mais conhecidos e experientes traders do mercado de criptoativos, Tone Vays, o BTC deve fechar o ano acima de US$ 10 mil e, impulsionado pelos desdobramentos do halving, 2021 promete ser um ano ainda mais promissor para o criptoativo.
No caso do Real, segundo o UBS o momento atual é determinante para o Brasil já que os desdobramentos com relação ao impacto econômico causado pela pandemia é que vai definir o rumo da economia no futuro próximo.
“A crise atual gerará uma queda acentuada nas receitas tributárias e aumentará os gastos, levando a um agravamento da situação fiscal do País”, diz o relatório. “O caminho final a ser adotado dependerá crucialmente de o Brasil poder retomar os seus esforços em promover reformas após o auge da atual pandemia”, afirma o documento do banco.
Já para o Bitcoin a crise atual não teria tanto impacto no preço futuro, segundo Vays, que destaca o halving como principal fator a impactar nos preços.
“Acredito que o pior para o Bitcoin acabou. Quanto ao mercado de ações, não tenho tanta certeza. Acredito que, ao longo dos 12 meses, as pessoas começarão a considerar o Bitcoin um ativo de refúgio seguro que também poderia lhes proporcionar um retorno melhor…
Eu posso ver o Bitcoin chegando a US $ 8.500-9.000 nesta corrida nos próximos meses ou dois; depois disso, acho que ele diminuirá, mas não vejo o Bitcoin caindo abaixo dos US $ 5.000 novamente. Se a economia continuar fraca, o Bitcoin provavelmente não aumentará muito porque as pessoas não arriscam o dinheiro que resta no Bitcoin. No final de 2020, acho que o Bitcoin custará cerca de US $ 10.000".
No caso da crise econômica mundial causada pelo coronavírus, Vays destaca que os governos, como vem fazendo o Brasil, tomaram ações abrangentes para mitigar os danos ao crescimento econômico desencadeados pela pandemia, isso, segundo ele, terá reflexo em um aumento nos impostos para compensar a perda de receita de empresas que precisam fechar suas portas.
Além disso, ele acha que os países podem ser forçados a parar de usar o euro como moeda nacional ou decidir abandoná-lo por conta própria. Vays também espera que os governos reforcem seu controle sobre o movimento da moeda, como o banco central da Austrália fez no ano passado para combater a fuga de capitais e o aumento da inflação.
Desta forma, impulsionado por estas medidas, Vays espera que um número crescente de investidores veja o Bitcoin como um ativo alternativo e não correlacionado que pode atuar como um hedge na economia global. Quanto a 2020, a Vays é otimista, mas alerta que o mercado de ações pode limitar o quão longe o preço do Bitcoin pode se mover.
No caso das previsões do UBS e de Vays estarem corretas, o Bitcoin deve encerrar o ano cotado a R$ 50.750 mil no Brasil até o final de 2020, movimento que parece bem provável tendo em vista que no momento da escrita o dólar está cotado a R$ 5,64 (sendo que a moeda americana já chegou a R$ 5,72 na semana passada) e o Bitcoin está em alta de 2% sendo cotado a R$ 42.810, segundo dados do Cointrademonitor.
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