Documentos confirmam que Uber pagou a hackers US$ 100.000 em Bitcoin depois de invasão em 2017

A gigante do aplicativo de transporte Uber pagou resgate em Bitcoin a hackers que mantiveram dados confidenciais de seus clientes em custódia em 2017. A informação foi confirmada recentemente através de documentos judiciais, segundo o site Mundo Hacker.

Segundo a matéria, dois homens envolvidos no processo judicial declararam-se culpados de acusações de hacking e extorsão, o canadense Casile Mereacre e o norte-americano Brandon Glover.

Os invadores conseguiram acessar dados no site de treinamento da Uber, do LinkedIn e do Lynda.com através do serviço Amazon Web Services, roubando logins de funcionários das empresas. Depois, pediram milhares de dólares em Bitcoin às empresas para liberar os dados.

Na época, a Uber teria pago US$ 100.000 em criptomoedas, processado através do programa HackerOne, exigindo aos invasores que assinassem um "contrato de confidencialidade", proibindo-os de usar os dados. Já o Lynda.com, que teve 55.000 contas roubadas, se recusou a negociar com os hackers.

Ao longo da investigação, as autoridades também descobriram que os dois foram responsáveis pelo vazamento de dados da Uber que comprometeu 57 milhões de usuários em 2016. 

Os acusados podem enfrentar uma pena máxima de 5 anos em prisão federal e multa de até US$ 250.000.

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