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Ana Paula Pereira
Escrito por Ana Paula Pereira,Editor da Equipe
Sam Bourgi
Revisado por Sam Bourgi,Redator

Receita do primeiro trimestre do Digital Currency Group salta 51%, apesar das saídas do GBTC

A receita do Digital Currency Group (DCG) aumentou 51% para US$ 229 milhões no primeiro trimestre de 2024, impulsionada pela recuperação nos mercados de cripto.

Receita do primeiro trimestre do Digital Currency Group salta 51%, apesar das saídas do GBTC
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O Digital Currency Group (DCG) viu um aumento nas receitas no primeiro trimestre de 2024, impulsionado pela recuperação dos mercados de criptoativos.

As receitas do conglomerado de criptoativos saltaram 51% ano a ano para US$ 229 milhões, conforme relatado pela empresa em uma carta aos acionistas.

A receita da Grayscale se manteve estável durante o trimestre, apesar de US$ 17,4 bilhões em saídas de seu fundo Bitcoin desde que foi convertido em um fundo negociado em bolsa (ETF) em janeiro. O gestor de ativos gerou US$ 156 milhões em receitas graças à alta dos preços dos ativos, compensando as perdas em ativos sob gestão.

As saídas da Grayscale surgiram da crescente competição entre os emissores de ETFs de Bitcoin que oferecem taxas de gerenciamento mais baixas. O Grayscale Bitcoin Trust (GBTC) cobra 1,5% em taxas de gerenciamento, enquanto outros fundos, como o Bitwise Bitcoin ETF (BITB), cobram 0,2%.

"Embora a Grayscale esperasse saídas junto com o aumento da concorrência sob o invólucro de ETF, a receita do primeiro trimestre atribuível ao GBTC ainda superou nossas expectativas", disse o Digital Currency Group na carta. Dados da YCharts mostram que o GBTC gerenciava ativos totalizando mais de US$ 18,1 bilhões em 9 de maio.

Posse de Bitcoin do GBTC. Fonte: CryptoQuant

Outros negócios sob o guarda-chuva da DCG também registraram crescimento de receita durante o trimestre. A receita do pool de mineração de criptoativos Foundry saltou 35% para US$ 51 milhões, impulsionada pelos serviços de staking e vendas de equipamentos. A plataforma de investimentos Luno viu sua receita aumentar 46% para US$ 16 milhões devido ao maior volume de negociações.

O conglomerado vem enfrentando desafios regulatórios nos Estados Unidos. O Gabinete do Procurador Geral de Nova York (NYAG) recentemente ampliou uma ação judicial por fraude contra a DCG, seu CEO Barry Silbert, e o ex-CEO da Genesis Global Capital, Soichiro Moro, buscando US$ 3 bilhões em restituição.

O NYAG acusa as empresas de fraudar mais de 230.000 investidores em US$ 1 bilhão por meio do programa Gemini Earn. Segundo a reclamação inicial, a ação judicial busca proibir a Gemini, a Genesis e a DCG de operar em Nova York, além de restituição pelas perdas nos investimentos.

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