Depois de Santander e Bradesco, Ripple mira Nubank e bancos digitais em 2020

Depois de ser utilizada, no Brasil, pelos bancos Santander, Bradesco e Banco Rendimento, em sistemas de remessas financeiras, a Ripple destacou que deve focar suas iniciativas em 2020 para construir novas parcerias bancárias, incluindo bancos digitais, segundo publicação da Reuters.

Um dos focos da Ripple, para o próximo ano, é anunciar parcerias com bancos digitais, como Nubank, Original entre outros, de olho na demanda por soluções instantâneas e baratas no setor financeiro 'digital' que vem crescendo rapidamente no país e deve ganhar um 'novo gás' com os sistemas de open banking e pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil.

“Com os sucessivos avanços na regulação bancária brasileira para facilitar transações financeiras, inclusive internacionais, as oportunidades aqui vão crescer bastante nos próximos anos”, destacou o diretor-geral da Ripple no Brasil, Luiz Antonio Sacco.

O diretor da Ripple no Brasil destacou ainda que embora as transações usando SWIFT sejam as principais no país, o sistema é cerca de 90% mais caro que as soluções da Ripple e que o Brasil já é o maior mercado para o XRP no mundo, representando mais de 30% de todas as transações que usam a Ripple.

De acordo com o chefe da empresa no Brasil, o foco no momento é discutir com bancos e reguladores possibilidades de convivência das criptomoedas com as operações tradicionais para dar maior eficiência às transações no sistema financeiro global.

“Nossa visão é a de uso das moedas digitais como meio de troca, não como investimento especulativo”, disse Antonio Sacco.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente a Ripple levantou US$ 200 milhões em uma nova rodada de financiamento. Liderada pela empresa de investimentos fechada Tetragon, a nova rodada de financiamento da Série C também foi acompanhada pela grande parceira japonesa da Ripple, SBI Holdings e pela empresa de capital de risco Route 66 Ventures.

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