A criptomoeda com foco em pagamentos, o Dash, está começando a revelar novidades sobre sua nova plataforma, que permite que os dados sejam armazenados na rede na forma de serviço de nuvem descentralizado.

A próxima Dash Platform foi desenvolvida a partir de ideias de longa data para desenvolver as funcionalidades da criptomoeda - que remonta ao anúncio da "Dash Evolution" ainda em 2015.

Dash Platform irá incorporar quatro recursos: um Dash Drive, uma API descentralizada ou DAPI, uma camada de nome de usuário, ou DPNS, e o protocolo da plataforma Dash, ou DPP.

Em entrevista ao Cointelegraph, Mark Mason descreveu o que exatamente a empresa quer dizer com "transformar o Dash em uma nuvem descentralizada".

Nas palavras de Mason, “a Dash é uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos que alavanca o masternode da rede e blockchain Dash, transformando a rede p2p em uma nuvem descentralizada”.

Os clientes poderão integrar seus aplicativos à plataforma Dash usando a interface de programação de aplicativos distribuída e descentralizada - a DAPI. Enquanto isso, o Dash Drive fornece suporte, permitindo que esses clientes enviem, armazenem e recuperem dados de aplicativos, bem como consultem a blockchain por meio de uma interface simplificada.

“Uma das principais vantagens do DAPI é que ele fornece aos desenvolvedores o mesmo acesso e segurança de um nó completo, sem o custo e sobrecarga de manutenção”, disse Mason.

Para sua versão MVP inicial, a plataforma Dash funcionará como um banco de dados como serviço, ou DBaaS. Para tanto, utilizará contratos de dados com estruturas de dados customizadas definidas para as aplicações que armazenam seus dados na rede masternode Dash. Esses dados, por sua vez, serão autenticados por meio do blockchain do Dash.

Ryan Taylor, CEO do Dash Core Group, resumiu a ideia motriz por trás da plataforma como sendo a combinação da “experiência do usuário de uma solução centralizada com os benefícios descentralizados de uma rede sem permissão como o Dash”.

As funcionalidades de nuvem da plataforma significam que todos os dados na rede serão sincronizados entre os dispositivos do usuário - por exemplo, tablets, desktop e smartphones.

Novos nomes de usuário legíveis por humanos, em vez de endereços criptográficos alfanuméricos, serão suportados por meio da camada Dash Platform Name Service, ou DPNS. Os usuários da plataforma serão capazes de criar usernames na camada, “tornar amigos” outros usuários da plataforma e aceitar solicitações de amizade - bem como realizar transações DASH usando esses nomes de usuário.

Dash acredita que afastar-se de identificadores criptográficos complexos estimulará mais pessoas a adotar a criptomoeda incorporando interfaces e processos familiares em seu sistema descentralizado.

Conforme relatado anteriormente, a criptomoeda já pode ser transacionada com nomes de usuário dentro de vários ecossistemas de carteira fechada existentes, embora Dash afirme que seu serviço é distinto, pois a camada de nome de usuário opera nativamente para o blockchain.

 

 

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