Cryptojacking cresce 9% no primeiro semestre de 2019 e é uma das maiores ameaças globais, diz relatório

A empresa de monitoramento de segurança cibernética SonicWall publicou nesta semana a atualização do primeiro semestre do ano para o seu Relatório de Ameaças Cibernéticas 2019.

O relatório, que elenca as principais técnicas usadas para crimes cibernéticos no período, destacou que o cryptojacking segue sendo uma das maiores ameaças globais, com crescimento de 9% no semestre com relação ao segundo semestre de 2018.

Segundo o relatório, que coletou dados de mais de 1 milhão de dispositivos de segurança em cerca de 200 países, diz que o avanço no preço do Bitcoin e do Monero, moedas preferidas dos invasores, sustentou também o aumento da prática de cryptojacking, que atingiu 52,7 milhões de vítimas no semestre.

Os dados mostram que a prática continua a ter a assinatura do serviço de mineração Coinhive, apesar dele ter sido extinto em março de 2019, e ainda destaca que um dos motivos para tal é que os websites infectados não teriam passado por limpeza desde a infecção dos servidores.

O documento ainda elenca as duas maiores ameaças cibernéticas no planeta, com o ransomware-as-a-service ( liderando as práticas criminosas, crescendo 15% no período - embora o volume de malware tenha caído 20%.

Além dele, há destaque para a distribuição de malware através de dispositivos de Internet das Coisas, que são usados para espalhar códigos maliciosos com capacidade de destruição.

O CEO da SonicWall, Bill Conner, destaca no documento que "as organizações seguem lutando para acompanhar os padrões dos ataques cibernéticos, algo em constante evolução".

Conner diz que no período avaliado, primeiro semestre de 2019, a tecnologia desenvolvida pela empresa, a SonicWall Real-Time Deep Memory Inspection (RTDMI), identificou novas 74.360 variantes de malware.

Em outro relatório divulgado recentemente, a Check Point Research, uma das maiores empresas de cibersegurança do mundo, revelou que as maiores ameaças cibernéticas do Brasil são mineradores maliciosos que, ao se instalarem nos computadores, roubam poder computacional para a mineração de criptomoedas, em especial de Monero (XMR).