‘Criptomoedas ajudam a promover inclusão financeira’, afirma professor do departamento de Economia da USP

As criptomoedas podem ajudar na inclusão financeira, já que o sistema bancário não oferta produtos e serviços para toda a população. A afirmação foi feita pelo docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Jefferson Donizeti Pereira Bertolai, em entrevista à rádio USP, onde explicou o funcionamento do universo cripto na quarta-feira, 6 de março.

Segundo o professor, as criptos são, do ponto de vista da teoria econômica, novos concorrentes dos bancos. E afirmou:

“Uma parte da população é dita desbancarizada: ela não tem acesso a crédito, não tem acesso a conta corrente. Já o acesso à criptomoeda é bastante fácil, basta baixar um aplicativo no seu celular, encontrar uma pessoa que tenha criptomoeda e que queira te vender, ou até mesmo recorrer a empresas que fazem serviços de conectar quem quer comprar e quem quer vender. O celular é uma coisa mais disseminada hoje em dia do que o acesso a serviços bancários.”

O professor falou ainda sobre as origens das criptomoedas, que estão associadas ao movimento Cypherpunk das décadas de 1980 e 1990.

Segundo o especialista, em 2009, quando nasce o Bitcoin, o intuito era utilizar criptografia e tecnologias de privacidade para proteger indivíduos frente a governos e grandes corporações.

O programa será vai ao ar novamente neste domingo, dia 10, às 11h30.

Como informado pelo Cointelegraph, a USP anunciou no início de fevereiro uma parceria com o Ripple para ser a filial brasileira da Universidade da Blockchain (UBRI).

A iniciativa irá permitir à instituição brasileira a criação de cursos, disciplinas e eventos sobre a blockchain a partir de 2019.