O fundo Hashdex 100 NCI FIM, da Hasdex, completou nesta semana seu quinto aniversário desde o início das negociações de suas cotas. O fundo foi um dos primeiros no Brasil a oferecer exposição ao mercado de criptoativos com aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Naquela época os famosos ETFs spot cripto nos EUA ainda eram um sonho da indústria de criptomoedas e o Bitcoin ainda sofria com o bear market de 2018-19, sendo negociado muito abaixo de sua última máxima histórica naquele período, perto de US$ 20 mil.

Criado para oferecer uma forma simplificada de investir nos principais criptoativos do mercado, o Hashdex 100 NCI FIM tem 100% de sua carteira ligada ao ecossistema cripto, seguindo o Nasdaq Crypto Index (NCI). Este índice também serve como referência para outros produtos da Hashdex, como os fundos NCI 20, NCI 40 e o ETF HASH11.

Entre 29/07/2019 e 29/07/2024, o Hashdex 100 NCI FIM obteve uma rentabilidade de 682%, destacando-se em primeiro lugar entre 1082 fundos da mesma categoria.

"Este aniversário marca um período significativo para o fundo, que continua a oferecer aos investidores uma forma simples, segura e regulada de acessar o mercado de criptoativos", destacou a Hashdex.

Criptomoedas

E por falar em ETFs e fundos de investimento, em Julho, o mercado cripto foi marcado por eventos importantes, como as campanhas das eleições presidenciais nos EUA e o lançamento histórico dos primeiros ETFs spot de Ethereum nos EUA.

Além disso, no mês, segundo o relatório Bity Monitor, da Biscoint, o Bitcoin, apesar de suas ocilações apresentou uma variação de 7,89% ao longo do mês. O BTC atingiu mínima de US$ 54.159,72 e máxima de US$ 69.820,60, com um preço médio de US$ 60.926,23. Em Reais, de acordo com dados do Biscoint, a mínima foi de R$ 299.580,12, variando até R$ 396.770,00, máxima do mês, e a média ficou em R$ 341.387,30.

O volume total de negociação das exchanges que operam no Brasil cresceu 35% em relação ao mês anterior, alcançando um patamar acima dos 10 mil bitcoins. O valor estimado do volume total em Reais foi de R$ 3,6 bilhões. Esse aumento pode ser atribuído a fatores como volatilidade no mercado e muitas novidades no setor, refletindo uma maior participação dos investidores.

O relatório também aponta que m termos de market share, a Binance continua liderando com 41,18% do volume total de BTC-BRL negociado em julho. Entre as exchanges brasileiras, a Bitypreço se consolidou como a maior, com 16,78% de participação, seguida pela Novadax e Mercado Bitcoin, com 14,98% e 12,90%, respectivamente. Foxbit também mantém uma presença significativa com 5,88%. 

Especialistas do Bitybank já estão de olho nas tendências para agosto e o segundo semestre, esperando por novos desdobramentos no mercado:

Eleição Presidencial dos EUA: A tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump e a decisão do presidente Joe Biden de não buscar a reeleição tiveram impacto significativo no mercado. A postura de Trump, que é considerada pró-cripto, trouxe expectativas positivas para o setor.

“É muito empolgante observar o mercado cripto se tornar tão mainstream em tão pouco tempo. O próprio ex-presidente Trump reconheceu em seu discurso que é um feito grandioso: em poucos anos o Bitcoin saiu de um experimento tecnológico de alguns programadores num fórum para se tornar um dos 10 ativos mais valiosos do mundo” - Israel Buzaym, head de comunicação da Bity

Distribuição dos Ativos da Mt. Gox e Venda de Bitcoins pelo Governo Alemão: A redistribuição dos ativos da Mt. Gox introduziu pressão de venda no mercado. Adicionalmente, o governo alemão também vendeu uma quantidade significativa de bitcoins, afetando ainda mais o equilíbrio de oferta e demanda no mercado.

“A rápida recuperação que ocorreu logo após a queda mostra a liquidez e a força do mercado para absorver uma pressão vendedora tão grande. Isso gera uma maior confiança nos investidores cripto, uma vez que aumenta a certeza de que os momentos de queda são oportunidades para acumulação” ressalta Israel Buzaym, head de comunicação da Bity


DEXs de Perpétuos e RWA: A Mantra, uma plataforma descentralizada de derivativos, tem visto um crescimento notável. Ao mesmo tempo, a Ondo Finance se destacou no setor de ativos do mundo real (RWA), atraindo interesse de investidores institucionais que buscam exposição a esses novos instrumentos financeiros.

“Na minha visão, veremos cada vez mais RWAs surgindo no mercado, porque a tecnologia blockchain promove um ganho exponencial de produtividade juntamente com uma grande redução de custos para a criação de produtos financeiros, por exemplo.” reforça Erilton Marques, Diretor de Produto do Bitybank.

Inteligência Artificial (IA): Apesar da recente queda na capitalização de mercado de projetos relacionados à IA, o lançamento de um novo fundo de IA pela Grayscale indica uma aposta contínua no potencial de crescimento na interseção entre blockchain e inteligência artificial.

Staking e Restaking: Redes como Ethereum e Solana continuam a evoluir na área de staking, oferecendo novas oportunidades para investidores maximizarem seus retornos. No entanto, o restaking, prática que permite o uso dos mesmos tokens para diferentes propósitos, levanta preocupações quanto à segurança das redes e à sustentabilidade desses ganhos.

As 5 melhores criptomoedas para investir em agosto

Para agosto, destacam-se cinco criptomoedas com grande potencial de crescimento. O Bitcoin (BTC) continua a ser uma reserva de valor sólida, com oferta limitada e crescente aceitação institucional, reforçada pela aprovação de ETFs de Bitcoin à vista, como os da BlackRock e Fidelity.

O Ethereum (ETH) mantém sua posição como a principal plataforma para contratos inteligentes e dApps, beneficiando-se do lançamento de ETFs de Ethereum à vista e da expansão de soluções Layer 2, tornando-se central em um futuro multichain.

A Solana (SOL) se destaca pela alta velocidade de transação e baixas taxas, tornando-se uma escolha popular para dApps e protocolos DeFi, além de atrair grande interesse por memecoins.

O Pendle (PENDLE) oferece uma abordagem inovadora ao permitir a tokenização de rendimentos futuros, aumentando a liquidez no mercado DeFi e atraindo investidores tradicionais com a integração de ativos do mundo real. Por fim, o Near Protocol (NEAR) avança com suas inovações tecnológicas e integração de inteligência artificial, mostrando crescimento substancial no ecossistema DeFi e posicionando-se como uma concorrente significativa no mercado de contratos inteligentes.