Um tsunami de altas varreu o mercado de criptomoedas na última semana, com destaque para as chamadas cópias do Bitcoin (BTC), Bitcoin Cash (BCH) e Bitcoin SV (BSV), que roubaram os holofotes ao superar o crescimento do próprio Bitcoin.
O BTC, a mais valiosa criptomoeda do mundo, registrou um expressivo aumento de 20% nos últimos 7 dias. No entanto, foi ofuscado pelo impressionante salto de 80% do BCH e de 52% do BSV. Além disso, a memecoin virtual PEPE também marcou seu nome na lista das moedas digitais com as maiores valorizações da semana, com um aumento de mais de 55%.
Esse estouro das criptomoedas ocorreu em um cenário de notícias extremamente positivas para o mercado. Diversos eventos significativos serviram como estopim para esse 'rally' cripto, incluindo pedidos de ETF Spot de Bitcoin realizados pelas gigantes BlackRock e WisdomTree.
Além disso, o Deutsche Bank, uma das mais influentes instituições financeiras do mundo, requisitou a custódia de BTC, demonstrando um crescente interesse institucional nas criptomoedas.
O clímax do bom momento das moedas digitais também foi marcado pela aprovação da SEC ao primeiro ETF alavancado de Futuros de Bitcoin. Este evento, sem precedentes, sinaliza um enorme passo para a integração das criptomoedas ao mercado financeiro tradicional, o que contribuiu decisivamente para a onda de valorizações.
Sobre o movimento das criptomoedas ao longo da semana, Lendel Vaz Lucas, CEO iVi Technologies, destacou que todas as notícias citadas acima ocorreram na mesma semana e serviram para mostrar que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, SEC, não tem o poder de destruir o mercado com suas perseguições.
Além disso, segundo ele, após a alta uma nova resistência foi fixada em US$ 32 mil, e a probabilidade de rompimento dessa resistência é alta desta vez e, se isso ocorrer, o próximo alvo será os US$ 44 mil.
"No entanto, ainda sempre atentos aos dados da inflação dos EUA e anúncios do Banco Central dos Estados Unidos, visto que a volta do aumento da inflação pode impactar negativamente esse movimento otimista do BTC", disse.
Movimento do Bitcoin no curto prazo
Kirill Arutyunov, CTO at Münzen, destaca alguns dados que demostram que o preço do Bitcoin tem grande potencial de alta para US$ 100 mil. Ele aponta que há 1,59 milhões de BTCs restantes para serem mineradores e, o volume atual de BTC em circulação (tirando as moedas nas mãos dos holders, os BTCs perdidos e os BTCs de satoshi) há cerca de 3 mihões de BTC em circulação.
"Além disso temos cerca de 1 milhão de BTC nas mãos do governo. Portanto a oferta líquida de BTC é muito menos de 40% da oferta total de BTC que pode existir. Isso, aliado ao movimento dos ETFs Spot, bancos e instituições tradicionais interessadas no BTC nos dá a meta de US$ 100 mil para cada Bitcoin como uma meta, de certa forma, pessimista. O valor 'justo' para cada BTC deve ficar em torno de US$ 1 milhão", disse.
Sobre o curto prazo ele aponta que o Bitcoin demonstrou impulso impressionante, rompendo o nível de resistência de US$ 31.200 e que a próxima vela semanal tem potencial para um resultado positivo.
"A expectativa é que a vela de fechamento fique no território positivo, bem próximo do nível de resistência fica em torno de US$ 32.000, sinalizando uma semana de ganhos para o BTC e abrindo caminho para romper a resistência", disse.
Na mesma linha, o analista conhecido como @mysteryofcrypto, destaca que US$ 32.400 é uma resistência crucial para o BTC e um avanço acima desta marca daria impulso para o Bitcoin negociar acima de US$ 33 mil, registrando uma nova alta recorde no ano.
"Caso este impulso ocorra, teremos muita força para testar US$ 40 mil em julho", afirma.
Altseason pela frente com altas de 400%:
Mel Gelderman, CEO da token.com, destaca que a capitalização de mercado de todas as criptomoedas, excluindo Bitcoin e Ethereum vem aumentado e já está acima de US$ 400 bilhões. Além disso ele compartilhou um gráfico no qual mostra que as altcoins tem registrado, desde o primeiro dia do ano, um movimento de alta maior que o BTC.
"Podemos em breve ver um altseason, no qual as altcoins registram desempenhos melhores que o Bitcoin e surpreendem o mercado. Na verdade esse movimento já vem ocorrendo, e assim que o BTC confirmar seu movimento ascedente, podemos esperar uma explosção nas altcoins", destacou.
Ele também aponta que o 14º ano do Bitcoin foi transformador. A atividade aumentou na rede graças ao Ordinals Protocol. Os NFTs de Bitcoin surgiram após o lançamento da Ordinals, ajudando as taxas de transação a disparar e também impulsionaram a criação dos tokens BRC-20.
"Como muitos apoiadores do Ethereum, acredito que o Ordinals Protocol impulsionou o Bitcoin e também ajudou a pavimentar o terreno para a alta atual. É simplesmente a inovação que reavivou o interesse na principal rede das criptomoedas. Acho que existe um mundo novo e novas possibilidades para os NFTs e tokens no Bitcoin, aliado a narrativa do BTC como ouro digital", apontou.
Tuso isso, segundo ele, deve ajudar a impulsionar o interesse pelo BTC e ajudar na resolução dos problemas de escalabilidade do BTC e, com isso, ajudando todo o mercado de criptomoedas a crescer e 'bater o martelo' na altseason de 2023-24.
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