Blockchain do CPQD ajuda a evitar desperdício de medicamentos e atender conformidade com regras da Anvisa

Uma solução blockchain desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) está ajudando a combater o desperdício de medicamentos no Brasil e no atendimento às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A notícia foi publicada pelo site IP News.

A rede, chamada de N2Med Ledger, foi desenvolvida pelo CPQD na plataforma Hyperledger Fabric, e tem apoio do EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e N2M-I Technology Ventures.

A idealizadora do projeto, Lourran Carvalho, diz na matéria que o foco principal da adoção da solução blockchain "são os medicamentos em risco de expirar o prazo de validade", prometendo poupar pelo o menos R$ 1 bilhão por ano, evitando o vencimento e desperdício dos medicamentos.

Segundo ela, já existe entre as redes farmacêuticas e hospitalares uma "troca informal" de medicamentos disponíveis que estão próximos da data de vencimento:

"Com a nova rede, essas informações podem ser trocadas de forma mais ampla, com segurança e confiabilidade propiciadas pela tecnologia blockchain."

Na rede, as farmácias, hospitais, laboratórios e entidades sociais cadastradas podem trocar, emprestar ou até mesmo doar medicamentos liberados pela Anvisa.

O líder técnico em blockchain do CPQD também diz no texto que contratos inteligentes são usados para validar os medicamentos, atendendo à validade e às regras da Anvisa, além de autorizar as transações a serem realizadas:

“Todos os registros acontecem na rede que conecta as instituições, o que desburocratiza e traz agilidade ao processo, ao dispensar diversos documentos necessários para formalizar a troca, empréstimo ou a doação de medicamentos.”

Em agosto, o Cointelegraph Brasil noticiou outra iniciativa do CPQD em blockchain, que busca criar sistema público de compra e venda de energia.